quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Quando A Inspiração Não Vem


Quando A Inspiração Não Vem

Eu sinto o cheiro do mato verde
Eu sinto a areia da minha calçada
Eu vejo as cores azuis num céu de domingo
E o vento sopra minhas memórias de mim

Ouço o som que as folhas fazem
No topo das árvores
No fundo do quintal

Eu ouço a água que goteja
No topo da torneira
No fundo do chão

O dia se arrasta com o sol a pino
As horas vagueiam horas por mim
Eu tento escrever poesias de outrora

E deixo a caneta e a noite cair

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Na Calada da Noite


Na Calada da Noite

Na calada da noite
No silêncio do copo
Da mancha de café
Nas letras eu fujo

Viajo para lugares...
Lugares bem longe
Bem distantes daqui
Bem distantes de mim

Na calada da noite
No silêncio do copo
Da mancha de café
Nas letras eu finjo

Eu mudo de cor...
Cores vivas
Cores mortas
Reinvento os tons

Na calada da noite
No silêncio do copo
Da mancha de café
Eu me mostro (eu me monstro)

Escrevo palavras usadas
Cruzo poesias e versos
Desvelo meu silêncio
E meus sonhos velo e revelo

sábado, 9 de agosto de 2014

Das Fotografias Que Revi


Das Fotografias Que Revi

Apenas uma vida, apenas...
O suficiente pra viver
O suficiente pra te ver
Sorrir...

Cartas e fotografias
Poesias nunca terminadas
Álbuns de fotografias
Aquela gravata...

Gavetas espalhadas
Dentro de mim
Lugares sem nomes
Nomes e afins

Loucuras, solidez, solidão
Lembranças, vasos de flores,
Aquela canção
Sobre laranjeiras... Ligeiras

Vou te guardar
Vou te levar comigo
Bagagem sem peso
Peso sem perigo

Lembranças que borram o papel
Aguas que correm de março
Dezembros que correm janeiro
Dinheiro que correr mim

E as poesias que não escrevi
E os amores que eu não vivi
E as melodias que eu não compus

E as outras vidas que eu nunca fui

domingo, 3 de agosto de 2014

Mas Escrevi


Mas Escrevi

Você me pediu uma canção de amor
Eu me vi perdido em pensamentos
Como transformar sentimentos desejos
Em poesia em um só momento?

Eu poderia te descrever
Eu poderia te redescobrir
De um jeito todo só meu
Um jeito que outros não vão sentir

Eu poderia dizer tudo
O que não consigo esquecer
Poderia inventar novas formas de emoção
E posso só dizer que quero você

E me vejo agora bobo e carrancudo
Eu não consigo te transformar
Em uma poesia breve e profunda
Que ti faça me querer e me amar

Deveria...


Deveria...

Eu deveria escrever
Uma carta de amor?
Eu deveria!

Eu deveria te dizer
Que quero seu amor?
Eu deveria!

Eu deveria colorir
Teu quarto, o ceú
Sentir teu calor
Eu deveria!

Eu deveria te chamar pra sair
Eu deveria te iludir
Eu deveria te amar
Eu deveria te abraçar

E pouco a pouco vou
Virei, verei, serei
Aquilo que desejo e sou
Serei o teu amor

Das Simplicidades


Das Simplicidades

Conte-me historias de teu outro amor
Faça-me enxergar os fatos
Nunca serás tão minha quanto
Desejo em meus pensamentos

Sei que deseja a boca que te amargou
Sei que não estou em teus sentimentos
Mas isso não confunde o meu coração
Aceito estar contigo em pequenos momentos

Olho teus olhos tristes e solidários
Desejo fundo o toque dos teus lábios
Prevejo tuas intensões discretas
De não aceitar minhas indiretas

Mas nada disso irá mudar
A poesia que me aluga agora
Eu bem poderia te amar
Mas há outros mundos lá fora

E teus mistérios sempre existirão
E eu sempre vou querer desvendar
Teus toques, o teu coração
E vou sempre poder contigo sonhar

Fugas (ou Pensamentos Fugazes)


Fugas (ou Pensamentos Fugazes)

Não adianta se esconder
Meus pensamentos ti seguem
Onde quer que você vá

Não adianta mentir
Pois continuo a sentir
Teus mistérios bobos no ar

Gosto do timbre da tua voz
Do teu jeito de me deixar errado
Das tuas crises e obsessões
Da tua boca, teus beijos e lábios

Gosto do teu modo de rir
Do meu desejo de estar ao teu lado
Do teu modo doce iludir
Do teu jeito de me deixar irritado

E não adianta se fechar
Fingir e dizer não me escutar
Não adianta fugir
Eu vou te buscar pra mim

E vou adormecer nos teus olhos
E sorrir na tua boca
Te abraçar até sonhar
Fazer morada dentro da tua roupa