sábado, 4 de dezembro de 2010

Desejos Secretos

Desejos Secretos

Quero sussurrar palavras bonitas
Enquanto te abraço, querida
Te arrepiar e avermelhar o rosto
Quando te morder sem te deixar ferida

Quero te embalar no meu corpo
Te apertar daquele jeito macio
Suspirar bem perto do teu rosto
Te amar como ninguém viu

Quero que esqueça que horas são da madrugada
Que seja inteira: agora e aqui
Quero que me ame, minha namorada
Quero que me queira assim

E enquanto nossos corpos se enroscam
Quero te desejar amor profundo
Eterno, sem preço e sem rumo
Sem limites que caibam a este mundo

E por fim, que nasçam sorrisos
Que venham de mim e de ti
Que embalem nossos sonhos
Que sejam cantigas de ninar, que nos façam dormir

Verso Infantil

Verso Infantil

Eu queria ter um verso pronto
Dos mais bobos e decorativos
Para te recitar em um dia de domingo
Para te roubar um beijo e ser teu abrigo

Eu queria encontrar um belo jardim
Te roubar umas flores e sorrir
Quem sabe, eu roube teu coração
Em retorno, eu entregue o meu, então

Eu bem que não quis me apaixonar
Mas eu fui sonhando tanto
É, eu fui me apegando
Agora, não posso mais te largar

Quem sabe eu escreva nossos nomes
Em um banco de praça, em uma árvore
Quem sabe com os nomes de nossos filhos
Que ainda não os compartilho

Gosto desta nossa brincadeira de amar
Gosto mesmo de sonhar contigo
Gosto do jeito do teu sorriso
Gosto da idéia de tu continuar comigo

Eu já nem sei o que escrever
Nem quero parar pra ler
Tantos versos bobos e ridículos
Como todo Amor é em seus discípulos

Confissões ao Travesseiro

Confissões ao Travesseiro

Querido travesseiro
Que tanto venho me confessar
Que carrega minhas angustias
Que carregar os meus sonhar

Por que esta menina me encanta?
Por que ela vem me encantar?
São perguntas tantas
E eu não consigo explicar

Seria uma fada, um anjo?
Quem sabe um delírio, o luar
Talvez acalme meu pranto
Meu cotidiano penar

Mas por que ela vem em meus sonhos?
Porque toda manhã, não quero despertar?
Ela deve ser um anjo
Ela me quer ao paraíso levar

Ó meu confesso travesseiro
Por que ela me trata assim?
Tão fugaz, um breve sonho
Será que ela também sonha por mim?

Talvez Amor

Talvez Amor

Quando eu fecho os olhos
Vejo teu olhar de encontro ao meu
Espelhos para o infinito
Portais do paraíso proibido

E quando eu adormeço
Eu desperto para uma nova paixão
Em mundo encantado onde só existimos nós
Onde tua voz é a única canção

E enquanto rabisco teu nome em um papel
Me despeço de tudo que é vulgar
De toda preocupação
O único sentido de se viver é teu olhar

E essas coisas eu não sei dizer
Elas apenas fluem a tua procura
Como se devessem ser ditas
A minha mais delicada loucura

E eu nunca entendi o que é o amor
Apenas fui me apaixonando
Me deixando levar, eu te amo
Sim, talvez, eu esteja te amando...

Verso Inacabado

Verso Inacabado

Vou te deitar no meu colo
Quando eu te reencontrar
Aos poucos, esvaziar a cabeça
E simplesmente sonhar

Vamos deixar as roupas caindo
Como o orvalho que vem ao chão
Vindo pra germinar e brotar
Novos versos e perfumes na imensidão

E o resto eu não sei dizer
Não fará sentido planejar
Devemos descobrir nosso destino
Em cada suspiro mergulhar

Quero adormecer no teu corpo
Amanhecer em teus cabelos
Te abrigar em meus braços
E estes sonhos, nunca esquecê-los

domingo, 31 de outubro de 2010

Primaveras

Primaveras

Em tuas asas quero flutuar
Sentir a brisa da manhã
Meu corpo em teu corpo
Um vôo delicado no ar

Pétalas e plumas se espalham
As cortinas calmas balançam
Teu sorriso irradiando em sol
Que os pássaros não se cansam, cantam...

Tudo é uma magia tão bela
Que se reverbera em nossas mãos
Que me agarram e te seguram
Que abraçam e se procuram

Quero isto todas as manhãs
Assim como eu sonhei
Assim como tu me contou
Assim como te amei

E no fim de nosso devaneio
Quero beijá-la sem hora pra acabar
Quero abraçá-la com se não existisse um fim
E desposá-la da forma que sonhará por mim

Velhos Assobios Ancestrais de um Sonho

Velhos Assobios Ancestrais de um Sonho

Eu deixo você atravessar os limites do meu ser
Deixo você morar por baixo do meu véu dos segredos
Deixo você fazer abrigo em minh’alma
Eu deixo tua boca sussurrar palavras bonitas como vento
Deixo teus cabelos enrolar meu corpo
Deixo teu calor me aquecer do frio da madrugada
Deixo, deixo tudo assim
Indo embora de mim
Pra tu me dominar em teu amor
Vem, que a hora é agora
Vem antes da esperança ir embora
E, enfim, restar só nós dois
Deixo meu universo suspenso em prateleiras
Pra me deixar em tua rede
E no balanço das horas vou deitar
Deixo tudo assim, em perfeita harmonia
Borboletas multicoloridas pairam em meus sonhos
E os sonhos pairam em ti
Deixo minha vida em tuas mãos, sacrifício sagrado
Me profano, então, sou teu corpo amado!

sábado, 30 de outubro de 2010

No Balanço dos Corpos Dançamos

No Balanço dos Corpos Dançamos 

Quero o movimento de teu corpo no meu
Dançando livres como um só
Quero o teu ritmo de encontro ao meu
Como o vento que dança com pétalas de amor

Quero sentir teu corpo macio
Se derretendo com me calor
No arder dos corpos dançantes
Nos movimentos doces dos desejos

Entre o sagrado e o profano
No desenvolvimento dos passos
Nos olhares flamejantes
No suingue contagiante

Dançamos nossas fantasias
Nossas pequenas caricias dissimuladas
Sutis, como suspiro que vai da tua boca a minha
Como fruto doce, a saliva que vem com tua mordida

E finalizamos nosso ato
Com o sorriso sedutor
No balanço dos corpos dançamos
Símbolos de um dançante amor

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Celebração a Morte em Vida

Celebração a Morte em Vida

Nada vale nada nesta vida

Nem o suor do seu rosto
Nem a mão que lhe afaga

Quanto menos se espera
Dissimulam o gosto
Lhe diluem a alma

Dentre tantas vozes e teorias
Nada disso adiantaria
Para a compreensão da delicada morte

O terno desespero
O vazio, o nada, a paz
Tudo aqui tranqüilo jaz

Porque nada vale nada
Nem o beijo de boa noite
Nem o sangue que escorre na adaga

Nada vale nada...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cartas

Eu corri através do universo pra te achar. Me perdi em campos de morangos. E com ajuda de meus amigos te encontrei. Em um céu de diamante com passaros pretos, quem sabe, estaremos pairando no ar. E no final, e no fundo, o que quero te dizer é que eu preciso é de ti, tudo o que eu preciso é de ti. E quando eu ouvir aquela canção, vou me lembrar de ti, não esquecerei de te mandar cartas, então segure a minha mão. Vamos continuar atravessando o universo, sem ter onde chegar, vamos vagar inocentemente, em busca de um abrigo mistico, lunar. E sabe, está é a história de uma menina, uma menina boba, a quem eu aprendi a amar, a sonhar, a desejar, e com ela quero me perder ifinitamente através do universo, sem fim, como nosso amor.

P. S.: Te Amo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Fim de Semana Qualquer

Um Fim de Semana Qualquer

E na fantasia de amar
E na fantasia de amor
As coisas se encaixam na aquarela
Tão belas em suspiros de deliciosa dor

E é o mundo uma fantasia
De poesia, conto, prosa e cordel
De melodias misteriosas da madrugada
De sigilosas risadas abafadas

E tudo em nós se desfaz
Se desmancha em beijos
Se esquece dos caprichos da vida
Tudo se resumindo a desejos

E o que resta-nos no fim?
Uma boa dose de cansaço
Doses suspirantes de sono
O amor que descansa em um abraço

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não Há Mistério

Não Há Mistério

Não há mistério no amor
Não há mistério em amar
São só pequenos detalhes
Escolhidos por trás do olhar

São feridas sempre abertas
Do cupido que nos flechou
Lembranças presas na memória
Cores que a fotografia não registrou

Isto é o amar
Isto é o amor
Doces mentiras descobertas
Que o desejo, em verdade, os transformou

Então, não mais se esconda
Por trás desta rubra cor
Não é de haver vergonha nos sentidos
Em que, nossos segredos, poesia se formou

E não há mistério, é segredo
Não há mania, é desejo
E não há verdade ou mentira
Só o sentir, sentido e sentimento, teu beijo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Outro

O Outro

Quando o mundo vaga lentamente no tempo
Eu me escondo na indiferença
Eu conto as horas em pétalas de rosas
Despedaço, despetalada esperança

(...de dias melhores)

O vento faz tudo girar
Cata-ventos cantando meu tempo
Meu coração que já não bombeia
Uma vida inteira sem emoção

“O que você vai ser quando crescer?”
Essa é minha indagação
“O que vou ser quando eu crescer?”
Essa é minha indecisão

Todos querem respostas pra tudo
Nem tudo tem solução
Me pergunto por que o céu é azul
Anil, piscina, marinho, blue

Vejo o espelho, não me reconheço
Quantos pelos nasceram? Onde?
Seria o medo da morte, velhice ou solidão?
Quem meus filhos serão?

“O que você vai ser quando crescer?”
Essa é minha indagação
“O que vou ser quando eu crescer?”
Essa é minha indecisão

sábado, 14 de agosto de 2010

A Poesia Inacabada, o Amor, o Amar e a Imensidão

A Poesia Inacabada, o Amor, o Amar e a Imensidão

O que se esconde em teus olhos
Que tanto me faz prender
A respiração, o olhar
Cravar meus lábios em ti e te sorver?

O que se esconde em mim
Que não consigo escrever
Mas que se faz manifestar
E em ti me prender?

Eu que já me perdi no labirinto de tua pele
Eu que já mergulhei nos teus vales
Eu que já fiz terreno em teu peito
Me pergunto, por que de te querer?

Se no que escrevo há tamanhas verdades
Por que não me dou por satisfeito
As poesias são inacabadas
Mas parecem terminadas, qual o nome deste efeito?

Deve ser bondade de poesia
Se manifestar em silencio, sem ousadia
No sussurro noturno, no suspirar intenso
Mas me pergunto, seria um amor assim tão imenso?

Questionamentos do Coração

Questionamentos do Coração

Há de ser amor!
E se não for?
Há de ser paixão!
Há um mundo proibido
Abaixo da linha do teu coração
Há sinceras e perversas
Vontades e inibição
Há loucuras sinceras
Querendo ou não
Há um rio que nos uni
Há uma porta que se abre
Há um veneno que se beija
Há um poço de coragem
Há o que há de ter
Há o que há de se viver
Então, tem de haver amor
Tem de haver paixão
Querendo ou não
Amo te ver
Amo te tocar
Amo te querer
Amo te beijar
Amo te perder
Para depois te abraçar
Matar saudades
E nos teus braços adormecer

Do Péssimo á Vontade

Do Péssimo á Vontade

É que aquilo que não está em mim
Se dissipa em sonhos etéreos
Não se mantêm corpóreo eterno
Apenas aquém do desejo interno

É que eu me perdi
Quem sabe, foi em uma canção
Em uma bossa-nova ou repente do sertão
O que ocorre é que me vendi

E tudo agora se perde de mim
Os tempos mudaram, eu vi
Os teoremas e teorias se esfacelaram
Ah, como eu quis mudar eu quis, e me mudaram.

Maldita maquinaria aguçada
Que me prende, me coroe, me maltrata
E tudo se desfaz com o vento, com o tempo
Mas me sobram os sonhos e lamentos
Ah, triste solidão, de sonhar e voar
De cair sem perdão
Pessimismo pós-moderno
Agora eu te digo sincero: comigo não

O discurso que proferi
Não corresponde ao que vivi
Apenas apresento uma face do que vejo
De uma humanidade sem desejo

Então me ouça e se cale
Haverá um outro mundo
De pessoas bem vivas, mas que eu
Coloridas e tenazes, de louvor que não morreu

Pintaremos o céu de vermelho
Verde, multicor
Pra que não pensem que queremos dor
Um mundo mais vivo do que o sangue azulado de um feudal senhor

Aqui nasce e morrem heróis
Aqui dentro de mim (também)
Aqui existem sonhos e realidades
Aqui ainda existem possibilidades

Delinqüência Juvenil Em busca de Felicidade

Delinqüência Juvenil Em busca de Felicidade

Cantando pneus
Quebrando a rotina
Curtindo um som
Pegando umas meninas

A gente vai se sentir feliz
A gente inventa uma tal felicidade
A gente tenta ser ator e atriz
A gente mente dizendo a verdade

É o que nos falta
É que nos falta liberdade
De ir e vir (e dormir)
De sorrir a vontade

Temos sempre que fingir
Uma falsa seriedade
De ser um outro e não ser
De ser tido rebelde e não sinceridade

Eu que não quero nenhuma lei
Me acordo sempre as cinco
Sigo a prisão dos noviços
E depois, dizem que devo me prender a um serviço

Qual será a hora de ser feliz?
E desta vez, que felicidade querem me vender?
Eu só quero ser livre a noite
E quem sabe, em uma confusão me meter

Sim, isto é ser feliz
A vida que sempre quis
Sem a calmaria de dias de guerra
E festas em noites eternas

Não agüento a prisão de um quarto
Bom mesmo é fugir e viver
Vagar no vazio da vadiagem
Pedir beijos e abraços
Sem compromisso, só malandragem.

É bem o meu tipo de vida
De buscar ser feliz
Não aceitar gravatas-suicidas
Mas uma bebida, como eu fiz

Ah, juventude transviada
Nunca aceita a media, a pobre ou a alta
Ah, juventude rebelada
Sempre em busca de sexo ou o que os falta

Diariamente, Me Perdendo Eu Vou

Diariamente, Me Perdendo Eu Vou

Eu bem que avisei
Eu quis ficar
Nunca te enganei
Você que preferiu terminar

O abandono diário
A falta de ilusão
A loucura no noticiário
E carinhos... não, não!

Eu só queria um abrigo
Não só dormir em um ninho de amor
Acordar com o teu cheiro
Pra esvaziar esta dor

Eu que nunca quis da vida respostas
Hoje, eu te pergunto.
Pra que tantas propostas
Se você sempre muda de assunto?

Você só quer me beber
Me beijar, me comer
Me solver o vinho dos lábios
E depois me adormecer

Mas, amor que é amor
Carinhos sem dor
Mentiras e verdades
Nenhuma você me consagrou

Agora sobram apenas lençóis
Sem suspiros abafados
Ou beijos molhados
As noites, passa a sós

Mas estranhamente
Ainda quero teu amor
Sinto falta do teu corpo
Sinto frio sem jeito sedutor

Doses Diárias de Viver

Doses Diárias de Viver

Quero uma droga qualquer
Que eu possa solver
Desde um bom café
Até um vinho clichê

Pra dissolver a dor
A angustia diária
Da disritmia pálida
Deste tal viver

Vou catando as moedas
Tristes fins de mês
Alimentação, aluguel, faculdade,
Textos e meu péssimo português.

E eu quero uma droga
Pra esquecer tantas outras
Que me vem, reviram e voltam.
Que tanto me atordoam

Pra dissimular meu tédio
Entre vozes abafadas
Nesta meia luz dos prédios
Entre risos falsificados na madrugada

Ah! Eu quero uma droga
Pra me entorpecer
Pra me sentir mais humano que vivo
Pra falar de tudo do mundo e depois esquecer

domingo, 8 de agosto de 2010

O Verdadeiro Outro Lado da Lua


O Verdadeiro Outro Lado da Lua

O lençol vermelho se espalha
As velas tremeluzem
O batom se esvai em mim
O suor desce, as carnes estremecem

Tudo bem ensaiado
Tudo em seu devido lugar no universo
Luas e sóis se movem entre nós
O centro do universo é aqui, nosso verso

O vinho a pouco acabou
Derramado sobre nós
Suspiros e desejos
Vontades e caricias a sós

Santos, demônios ou anjos
Somos toda boa intenção
Que do inferno está cheio
Corpos em tensão

Um eclipse vai colapsar
Um super-nova vai brotar
Do brilho dos teus olhos
Aos gozo, ao gozar

Nem todo poeta é só amor
É carne, encarnado desejo de viver
É medo e coragem
É ter um motivo pra escrever

Nem que seja se mostrar um outro lado da lua
Por trás de todo romantismo nocturno
Nasce um lado obscuro
De sedução e desejo soturno

O Outro Lado da Lua, uma Encenação




O Outro Lado da Lua, uma Encenação.

Guitarra, ranger dos dentes
Versos e prosas
Tempo presente
Armas e rosas

Espelhos multifacetados
Muitas faces de um mesmo rosto
Tantas vozes de uma mesma boca
Tantos sabores em um mesmo gosto

A separação dos corpos
A colisão do olhar
O suspiro na imensidão
Movimentos, cabelos, trançar.

Tudo entregue em sacrifício
Um altar de panos e trapos
Todos jogados pelos cantos
Corpos cansados em farrapos

Oferendas a um lúcifer da paz
Que empresta suas asas caídas
Para se voar, Ícaros
De Dédalos, tuas pernas, labirinto sem saída

Mas eu sei que alguma ciosa vai mudar
Ainda virão muitos eclipses lunar
Entre corpos que não se querem
Entre desejos que se entreguem

Poesia Antiga, um Tanto Esquecida

Poesia Antiga, um Tanto Esquecida

Eu te dedico uma canção
De saudosismo e solidão
De sinceridade, mentira
De desejo, querendo ou não

Rabisco versos incertos
Busco poesia no cotidiano
Reviro escritos antigos
Tudo muda a cada ano

E o que ainda se esconde em teu sorriso?
Medo, vontade, coragem ou abrigo?
Com doses de ternura, doçura ou veneno?
Olhar de desejo eu de amigo?

Assim vão sendo as coisas
Mudas, mundanas, mudadas
Sempre um eterno resignificar
Um mistério, mil maçãs enfeitiçadas

Arrependimento não deve existir
Não por sorrisos e abraços
Nunca por se ser feliz
Apenas ressentimento pelo fim que não se quiz

Uma Ultima Poesia de Amor

Uma Ultima Poesia de Amor

Quando foi mesmo que tudo aconteceu?
Nem tivemos oportunidade de ver
De sentarmos e vermos estrelas no céu
De deixar o tempo nos guiar, correr

As coisas simplesmente ocorreram
Como tinham de ocorrer
O tempo, os meses, os dias, o espaço
O universo submerso em lembranças, adormecer

Tudo não passou de um sonho
Um belo sonho de verão
Mas sem fim, nunca acabou
Mas, mesmo assim, não continuou

O que eu posso dizer?
Tudo tem meio, inicio e fim.
Mas nunca terminou
Apenas as lembranças doces se prolongam em mim

É por isto que te dedico
Uma ultima poesia de amor
Sem ódio, sem medo, sem dor
Apenas lembranças e carinhos sinceros de quem foi teu sonhador

sábado, 7 de agosto de 2010

Já Não

Já Não

Já não sei o que sei
Eu não sei
Já não quero pensar
Em pensar, eu pensei
Já não quis sentir
Eu não sinto, eu senti
Já não sei sonhar
Eu não sonho, eu sorri!

Em definição

Em definição

Sou um bicho arisco
Sou um moço no asfalto
Sou de pé no chão

Sou livre do ninho
Sou orgulho e coragem
Sou coração

Sou vergonha e vontade
Sou o luxo do lixo
Sou solitário sem solidão

Sou bondade e bobagem
Sou aquilo e sou isso
Sou indefinição

Juras a uma Perfeição

Juras a uma Perfeição

Quando te beijei
Quis morrer
Quis morrer em solidão
Pra não te magoar
Um tão belo coração

Quando eu me deitei
Eu não rezei
Quis ser ateu
O paraíso é aqui
E eu sorri!

Quando eu me entreguei
Eu não fui eu
Quis ser teu
Um pedaço de ti
Mas grudado em mim

Ah, toda perfeição
Ah, tanta perfeição
E não preciso sonhar
Eu preciso de ti. Preciso amar!

Verso Solto para Alguem

Verso Solto para Alguem

Quando eu disse te amo
Eu me amei
Quando eu disse te quero
Eu me quis
Quando eu disse te adoro
Eu me adorei
Quando eu disse te desejo
Eu me desejei
Quando eu te beijo e abraço
Eu já não sei
Eu já não sou
Em uma mistura só
Somos um, somos um nó

Madrugadas Poesias

Madrugadas Poesias

Quero uma companhia pra madrugada
Nem que seja um copo de vinho, quase nada.
Um sorriso sincero, uma roupa levada,
Escurinho maneiro, beijo de namorada.

As coisas vão se levando assim
Perdendo as horas, se perdendo de mim.
Não dou vexame, eu sou um mero ator,
Que não sabe medir o que é belo e pudor.

Não sei se escolho Cazuza ou titã,
Mutantes, Novos Baianos ou Djavan
Mas nas ondas de radio não tem melodia
Nem sequer poesia

Agora vai ficando tudo misturado
Clima, música, vinho, teu gingado.
Os lençóis fingem um ninho de amor,
Que nos chamam, e nem sei se tu vai se eu vou...

E no final da noite, do fruto proibido
Do amor sincero, roubado e bonito.
Roubei do teu corpo o licor temperado
Da fruta vermelha de teu veneno encarnado.

E em um carrossel voamos
Em um voou nos entregamos
E a madrugada já não é mais fria ou solitária
E agora adormece ao desligar da luminária.

Angustia

Angústia

Quando os olhos alcançam à fantasia, ou quando a fantasia se desfaz aos olhos, quando nos deixamos mergulhar nesta, as coisas parecem se perder de si, se desfazer no ar, toda certeza, agora, não passa de um fracasso vago, por mais que acertemos, pois a insegurança nos persegue a mente, o silencio não se sente e o frio é apenas o suor no rosto que cai. Há alguma coisa acontecendo ali.

E acontece a cada dia, nem queremos ver o perceber, nem nos percebemos enquanto gente. Até que um dia, a gente acorda e pensa: “que merda de vida é esta, eu já não me reconheço mais; eu já não sou tão feliz, como sonhei ser; nada acabou, mas nada começou; fico sempre no mais do mesmo e isto não me basta, eu quero algo a mais”... Mas o pior de tudo é não saber o que se quer e ficar abobalhado entre mil ilusões pirotécnicas que a vida nos mostra, viver!

E quando o sol vem nascendo, nada está resolvido, será mais um dia de tédio, ou estresse, ou calmaria sem fim, mas nenhuma emoção que nos faça sentir vivo, ou carinho que nos faça sentir gente, apenas olhares aterradores que espreitam prontamente e atacar, todos com suas boas intenções travestidas de um discurso político capitalizado tem tempo e espaço, de ser e fazer, de nunca pensar só repetir, e assim vagam-se os dias!

E quando cai a noite, sempre a mesma ingratidão, após um dia cansativo. Muitos pensamentos sobre a vida, o mundo, as coisas e as idéias... Nada se resolve ou tem ponto final, afinal de contas, nos sentimos sós, únicos e calados, vagando em nossos pensamentos que não são nossos, pois por mais singulares que sejam, qualquer poeta poderia configura-lo em um poema universalizante! É, queremos ser únicos e incríveis, em vez de sermos bons e amáveis...

E no fim de tudo, mais um escrito cansado, de palavras aparentemente vazias, um derramar de idéias e angustias frias, tudo em um copo cheio de vida e morte, pois assim são as coisas passageiras (da vida), efêmeras como fogos de artifício, que de muito lindo se desfaz no ar, como estrelas cadentes que depois de mortas ainda expõem uma viva e tremeluzente brilho fantasmagórico de que um dia foi.

domingo, 30 de maio de 2010

No Alto do Pico da Sabedoria

No Alto do Pico da Sabedoria

Há quanto tempo?
Há quanto espaço?
Tempo-espaço em compasso
Dançando no palco universo
Infinito em falso

Bêbados e bailarinas
Mil cordas bambas
Emaranhado de vidas soltas
Laços, moveis, frágeis, quebráveis

O quão longe é?
O quão tarde será?
Acho que mais longe
E mais tarde
Ao passo que fico a esperar

O fio de ouro de Ariadne
O corte frio das Parcas
O vento forte das Horas
Quem sou eu agora?
Perdido no tempo e no espaço
Universo insolúvel café
Quem fui, sou, serei, o que é?

domingo, 23 de maio de 2010

Tempos e Perguntas

Tempos e Perguntas

Quando começou? Antes, agora ou depois? Talvez nunca achemos a resposta, mas sempre temos uma pergunta:


-Quando foi mesmo que eu comecei a te amar?

Parar, suspirar, olhar nos olhos e sorrir, simultaneamente ou não, beijar-te e, com certeza, em seguida?

-Chaaaaaaaaaaaaaaaaaata!

Só por que eu te amo eu não te dou o direito de ser tão chata assim e mudar toda minha vida, fazer-me acordar toda manhã pensando em ti, imaginar o toque da tua pele e me sentir abraçado, não te dou o direito de ser tão importante pra mim em tão pouco tempo. tu é chaaaaaaaata demais, por tudo isto, e mais importante, por ser meu amor.

Antes, agora ou depois? Quando foi mesmo o dia que eu aprendi a te amar? Apenas sei que te amaria assim que eu te encontrasse...

Não há respostas, só o verbo amar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Mito do Amor Incondicional

O Mito do Amor Incondicional

Muitos podem não crer nesta palavra e muitos já fizeram mau uso dela... Mas meu interesse não está em expor palavra, venho expor meu sentimento!

Este sentimento que parece bobo ao primeiro olhar, em verdade, repousa gentilmente nos braços de uma postura humana cheia de força e vigor, que luta por um mundo melhor.

O amor que trato não se restringe a família, amigos, “amores”, é um amor que repousa no ser, no ser humano, no se reconhecer e reconhecer outros como humanos. Para mim, é necessário amar a todos. Amar a todos não faz de meu amor maior, menos, mais ou menos invalido que amar a poucos, este amor não quer dividir pessoas, ele quer unir, quer encontrar rostos que queriam encontrar e ser encontrada!

Amo a todos, pois fazem parte de mim, me fazem crescer, me distinguem e me igualam a si, sou e reconheço tantos e tantos outros como humanos.

Para mim, amor é vida. Não nos questionamos por que vivemos, apenas vivemos! Quando amamos, não nos questionamos por que amamos, amamos! Assim como a vida, o amor faz parte de nossas relações. Quando nos sentimos vivos o mundo parece ter mais cor, não é? E quando nos percebendo amando ao mundo inteiro, será que sentimos isto?

Quero crer que sim! Eu amo a cada um que passa por meu caminho, mesmo que estes não creiam neste amor, mas que este amor de fato se faz mostrar agora, se faz. Não sinto interesse em receber amor, amor não pode ser mercadoria que se dê, venda, troque, o amor que eu trato é um amor que vai para além...

Este amor é transversal, não cabe a um horizonte nem a uma equivalência de altura.

O amor que eu sinto não tem referencias, é como voar no céu para além do nosso céu, meu amor voa no universo, sem referencia de cima e baixo, de perto e longe, de direita e de esquerda, ele é livre para voar por todo lugar sem direção!

Eu te amo!
Direi isto a todos que eu puder e nem por isto será mentira que os amo, amo a todos!
Eu te amo, mesmo nunca tendo visto teus olhos encontrar os meus, mas creio que o mesmo brilho do teu olhar que me reflete seja o mesmo olhar meu que te reflete em mim como humano!

Amor, vida e liberdade a todos que tem coração para amar!

Nemori no Mori


Nemori no Mori (Sleeping Forest - A Floresta Adormecida / versos japoneses)
"Todas as árvores dão as mãos juntas, enfrentando o céu. A passagem que está bloqueando a luz do sol transforma a floresta chuvosa em um lugar escuro. Hoje ao anoitecer, o caçador será caçado pela besta. Aqui é uma floresta adormecida." - Nemori no Mori. "Os ramos separam suas armas e se ampliam em direção ao céu... Quando o feixe de folhas devora a luz, a escuridão da floresta finalmente aprofunda-se. Os caçadores que antes se ocultavam na escuridão agora iluminam suas presas para suas vitimas." Nemori no Mori - Kilik

Não é meu, o título já indica que é japonês, e eu não sei, exatamente, quem é o autor, mas achei bonito e resolvi postar!!!

Prólogo do Vento

Prólogo do Vento

As pessoas anseiam voar livres no céu infinito e azul, mas ou se ofuscam com a luz do sol ou se esquecem de tirar os pés do chão. Não adianta, simplesmente, vislumbrar a liberdade, o céu, é preciso assumir os riscos de voar e abrir suas próprias asas, sentir o peso do vento (liberdade) sobre si. E se for um pássaro de coração de fênix, a esperança que se alimenta de si mesma, suas chamas, voará e desafiará a tempestade.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Legião do Amor: a Resistência

Legião do Amor: a Resistência

Não há lógica em amar. Não a lógica rústica, empoeirada, empobrecida de limites, limitada a filmes, precisando urgentemente de um tema musical...

O amor que busco não cabe no papel que escrevo, mas busca ao menos se mostrar como broto que floresce e florescerá. Cantar uma canção desafinando, rir-se dos dias chuvosos e frios, apreciar o nascer do sol, dedicar uns minutos a lua, resistir! Assumir novas formas de vida, entrar em contato com pequenos pedaços de natureza que há em nós, nos sentirmos parte do universo, nem que seja o universo de um outro. Estar apaixonado!

Para os povos que carecem de uma canção ou um motivo pra cantar, eu vos dedico todo amor que houver neste mundo, que você, assim como eu, aprendam a resistir as formas de amor-falso, reles bijuterias, falsificações de um amor bem mais brilhante, que requer desafios e um pouco de medo, para dar frio na barriga!

Ainda ouço ao longe um som de tambores fortes... Tum Dum Tum Dum Tum Dum! Sinto que um dia irá chegar que os homens aprenderam que o amor não é doar-se, simplesmente, esperando algo, que o amor não é um impor o que se sente a outro e a si, mas que o amor é conquistar e se deixar ser conquistado, não hoje, não amanhã, mas sempre!

A resistência se faz em assumir que o amor, não um amor-objeto a ser vendido, mas um amor a ser conquistado. Um amor que não quer uma hora na agenda, mas que seja a agenda, o dia-a-dia, sem se deixar cotidiano, mas liberdade, autonomia, vida!

Devaneios

Devaneios

A simples palavra que procuro
O simples gesto que recebo
A carta boba que escrevo
Tudo em teu corpo, alto relevo

Esculpida pelo tempo
Desabrochando a cada gota
Gota de lagrima de saudade
Saudáveis sofrimentos, coisas da idade

Segredos guardados a cada caricia
Para tantos, mistérios em teu olhar
Para mim, delicados bilhetinhos
Românticos bilhetinhos para se desvendar

Hoje, aprecio melhor uma canção
Chuva, nuvens, tintas e cores, meu corpo
Alias, meu e teu se misturam em um só
Harmonia de tambores ancestrais, coração

Relevos naturais, paisagem
Corpos estáticos unidos em si
Um se sentir um só, moldura, arte
Corpos que nos identificam, nos revela
Nos mistérios da palavra, amores, viagens

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Perfeição

A Perfeição

Eu não sei como dizer
O que dizer
Se é preciso dizer
Não sei
Mas sei o que eu sinto
O que desejo
Eu amaria poder amanhã acordar do teu lado
Te abraçar forte sobre a cama
E não deixa te levantar pra ir pra faculdade
Te obrigar a ficar ali e te fazer amor
Um amor puro e intenso
Ter teu corpo no meu
Te beijar te abraçar
Daquele jeito que apenas nós dois sabemos como é
E no final me deitar ao teu lado
E ficar contemplando teus olhos lindos
Misteriosos, doces e apaixonados

domingo, 11 de abril de 2010

A Chama

A Chama

Meu corpo grita pelo teu
Cada poro um acorde
Sonoros desejos da derme
Do calor teu de encontro ao calor meu

Uma chama que dança em fúria
De dois corpos no vermelho ar
De amores e luxuria nobre
Sem vergonha ou envergonhar

Olhos que se encontram em faíscas
Beijos que queimam o céu da boca
Peitos e pernas que se cruzam em um balé louco
E o ar que queima ao redor é muito pouco

Tremeluziam os corpos quentes
De chama, pólvora, artifícios coloridos
Fogueira de amores e paixão
Cinzas que cobrem o chão

E então se mantém a vela
Que vela o sono das labaredas
Chamas que adormecem nos corpos molhado
Suor que resfria o corpo que arde, amados

terça-feira, 6 de abril de 2010

Meio Apaixonado

Meio Apaixonado

Com uma caneta
Uma de tinta invisível
Eu te desenhei em todo canto
Todo canto possível

Apenas eu poderia ver
Por que era nossa tinta invisível
Uma tinta única, feita por nós sobre medida
A desmedida palavra do impossível...

Agora eu vivo a sorrir
Sou o novo louco da praça
Canto com os pássaros, abro asas
Vivo me rindo fazendo graça

Eu sei, eu quis te roubar
Mas também sei nosso destino
Posso ou devo esperar
Que mais a frente vamos nos reencontrar

Vou seguindo assim
Meio Pierrot, meio Arlequim
Não me pergunte qual será o fim
Pois tudo é um começo, louco apaixonado, enfim!

Destinos

Destinos

“Não roubarás o meu pobre coração”
Eu te falei!
“Não roubarás o meu também”
Eu te escutei!

Mas esta vida bandida
Nos veio roubar
Ambos corações-rubi
E um só esculpir para compartilhar

Quantos amores eu deixei
Por tanto acreditar
Pouco importa, agora sei
Somos um só coração a sonhar

Já não sei se vivo sonhando
Ou se sonho acordado
Mas estamos juntos mesmo longe
E distantes do resto do mundo permanecemos lado-a-lado

“Não roubarás meu pobre coração”
E eu me entreguei
“Não roubarás o meu também”
Eu te roubei!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Condicional

Condicional

Existe uma condição para se estar ao meu lado, sabe qual é?
É nunca duvidar do que eu sinto!
Pois quando sinto, e sinto muito se vim a sentir, eu sou do tipo de que se apaixona fácil, não por ter um coração frágil, mas por saber que para se estar do lado de alguém é preciso de uma entrega, mesmo que uma entrega passageira, mas nem por isto mentira...
Acho que os sentimentos não se medem por tempo, mas pela delicadeza pela qual ambos o constroem, como ambos a vivenciam e o que tiram de bom proveito destes momentos que a principio parecem intermináveis.
Não venho aqui dizer que o que sinto é finito, que tenha data de vencimento ou algo que o valha, mas que como todo ser vivo estou perecível a mudanças.
Mas minha grande vontade, saiba, é que se mudar, que seja para fortalecer algo que por tempo prevalece em nos!
Façamos deste sentimento delicado nossa moradia mais segura, nosso abrigo singular, façamos com que seja nosso, apenas nosso, que seja um sentimento sem nome, para que ninguém nos venha roubar a autoria.
Se eu me colocar muito calado as vezes, não será por falta de amor, mas por que, talvez, eu esteja pensando em uma forma totalmente nova de te agradar...
Mas nunca esqueça: existe uma condição para se estar ao meu lado...
É nunca duvidar do que eu sinto!

Um Estranho em Minha Vida

Um Estranho em Minha Vida

Sabe quando um estranho entra na sua vida e muda tudo?
Como isto parece lindo e assustador?
Sabe, quando você lembra quando estava do lado dela?
Sabe como o dia parece mais bonito com estas lembranças?
Quanto sente medo e ternura por aquilo que você sente?
Um estranho entra em sua vida, muda tudo, você deseja se entregar a esta pessoa e teme, pois no final das contas é um estranho em sua vida...
Por mais que os olhos se pareçam, que os olhares se cruzem e demonstrem o mais doce carinho, mesmo que o toque das mãos te dê a melhor confiança nas coisas do mundo, aquela sensação de ânsia, de medo, de deixar de ser um só, de deixar de ser um outro e tornarem-se um.
Sim, existe um estranho em minha vida, e ela vem transformando tudo por onde passar, tudo em mim, vem modificando meu mundo e a forma de vê-lo.
Vem retirando o que havia fora do lugar em mim e concertando as coisas incertas da vida...
Acho que é isto que chamamos de amor, uma certeza incerta, uma segurança insegura, um não querer amar já amando, um odiar o amor, um amor por não odiar, uma contradição lógica que se encaixa, como dois mundinhos diferentes...
Tal vez isto seja mesmo amor!

Tudo O Que Eu Preciso Dizer É Te Amo

Tudo O Que Eu Preciso Dizer É Te Amo

Sabe aquela canção antiga
Em que se diz que tudo o que se precisa é amor
Mas e se eu não falar que te amo?
Será que tudo o que você precisa é simplesmente amor?

Penso que precise de carinho
De estar ao meu lado
Sentir meu corpo no teu
Trocar olhares e sorrisos

Claro que você precisa de amor
Claro que eu preciso de ti
Mas simplesmente amor, não!
É preciso te sentir em mim, dentro de mim

Sente o meu peito? Está vivo
E toda vez que te percebo
Ele bate mais forte, me sinto mais vivo
Então, o amor é vida?

Então tudo o que se precisa pra nós não seria amor
É preciso apenas estar vivo um do lado do outro
Será? Podemos descobrir... Temos a vida inteira
Vamos atravessar o universo para poder descobrir
Até lá: tudo o que eu preciso dizer é te amo

Caminho, caminhos

Caminho, caminhos

Por onde andará meu coração vazio?
Vaga por tantos caminhos
A procura de alguém, de abrigo

Descalço, sem sonhos ou ilusão
Sem esperança, mas na espera
Será em vão?

Caminhando, caminhando e caminhando
Seu rumo, sem rumo, apenas vivo
Sobrevivendo ao destino
A falta de escolhas, mas vivendo

Nuvens desenham animais no céu
Um mar de imagens boiando
Um mar inalcançável que se pode enxergar
Mas e tocar, mas e tocar?

Descalço, sem sonhos ou ilusão
Sem esperança, mas na espera
Será em vão?

Por onde andará meu coração vazio
Vaga por tantos caminhos
A procura de alguém, de abrigo...

Meu Novo Universo

Meu Novo Universo

Procurando os vastos campos
Que o asfalto escondeu
Uma flor brota do escuro chão
Como um cometa vermelho no meio da escuridão

O cinza que antes residia em minha janela
Se desfaz em uma chuva rasa
As gotas que tocam meu papel
Se misturam com as que dos meus olhos vaza


Tudo se modificando em meu mundo
Vivendo em um mundo em movimento
Um mundo inteiramente suspenso
Leve e vazio, mas cheio de sentimento

Descalço, eu desejo correr na chuva
Sentir teu suor novamente em minhas mãos
Pois sei que o meus céu que me molha
Também toca teu olhar sem solidão

Chove, chove, chove, chuva!
Nuvens, tempestade, coração
Ventania, lagrima, saudade
Tudo misturado, em movimento, se vão

quinta-feira, 11 de março de 2010

É Amor?

É Amor?

Tudo em ti me deixa confuso
Sinto-me com medo
Sinto-me inseguro
É estranho tudo isto
Bonito, mas estranho...
Não sei bem lidar com tudo isto
Deixa-me louco
Sem saber o que fazer
Sem saber o que pensar
Ou mesmo sentir
Não tem como voltar no tempo
Não tem como se desfazer
Tudo isto me deixa irritado
Não sei se devo ser romântico contigo
Escrever poesia
Falar tudo o que sinto estando longe
Deixar-me sentir
Um olhar nos teus olhos resolveria tudo
Sem palavras, mas sendo tudo dito
Assusta tentar dizer
Assusta tentar sentir
É chato não poder te dar
É irritante
É complicado
É... Amor?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quantidades e Qualidade

Quantidades e Qualidade

Quantos amores ainda terão de morrer para aprendermos a amar? Quantas vidas precisaremos viver para aprendemos a vivenciar?
Quantas e quantas coisas a se perguntar, não?! Mas eu me acalmo com apenas uma resposta: um Sim!
Quantos contos de fadas serão necessários de se ler para se aprender a escrever o seu próprio no dia-a-dia?
Quantas e quantas canções serão necessárias para que se aprender a cantar um dueto em algum canto?
Quantas e quantas palavras a dizer, não?! Mas eu me acalmo com apenas uma fala: um Sim!
Quantos reis e rainhas terão que se casar para aprendermos a nos pedir em casamento?
Quantos reinados terão de sucumbir para aprendermos a brincar de mundo de magia?
Quantas historias sem fim, não?! Mas eu me acalmo apenas com um fim: um Sim!
Quantas e quantas gotas de água no mar, quantos e quantos grãos de areia no deserto, mas não nos conformamos com esta infinidade de coisas, apenas com um Sim!
Quer ser minha? Quantas vezes terei que repetir? Quer mesmo ser minha? Quantas vezes você não vai acreditar? Um sim me basta, um sim pra me acalmar!

Distraindo o Tédio

Distraindo o Tédio

O que vem?
O que vem?
O que vem?
O que há?
O que há?
O que há?

Afinal, afinal, afinal de contas, quem contou as gotas de lágrimas caídas de mim antes de ir dormir?

É que busco uma invenção nada nova, que muitos morrem sem conseguir encontrar... Parecem aquelas coisas de alquimista, outros dizem que é de budista, outros se atrevem a dizer que é coisa de loucos ocultistas... Mas acontece, acontece, que eu achei, sim eu achei, buscando de tanto se buscar, achei esta invenção velha, nada moderna, uma tal incerteza... Amar!

Mas ainda assim, ainda assim, fico buscando no alto, em qualquer lugar, com quem, com quem, afinal, com quem compartilhar?

Relíquias de um Coração Velho

Relíquias de um Coração Velho

Para quem não sabe amar sobra muito tempo para ter tentado, para quem amou e, por motivos diversos, amar não bastou, faltou algo, alguém, sobra um coração velho!

Dentro deste objeto sagrado, para quem amou (não que foi amado), ficam guardadas lembranças tolas, soltas, sem nexo algum para os que o vão averiguar com as mais belas linguagens exóticas da ciência, sobram às indagações de que aquilo careça de significado de que não passe de um devaneio de mais um louco pintor pós-moderno! Mas para os que vêm com a graça de seus corações partidos e reconstruídos (ou não, mas engessados de medo ou cheio de esparadrapos podres de tanto tentar remendar o que é irremediável fim) é que se encontra sentido, alias não sentido ou significado, mas sentimento.

Dentro daquele, antes palpitante, órgão (antes vivo) de sonoridade batucante encontram-se lembranças do que foi, do é e talvez do que será (ou mesmo nunca foi, ficou ali guardado como um sonho de um mal sonhador, que não sabe viver) um encantado (e encantável) baú de sentimentos mortos, um cemitério que embalsama múmias de carinhos, de versos, de prosas, de abraços e beijos, tantas coisas e cores que se tornam (se tornaram) pó.

Morre (mora) ali a singularidade de cada amor, relíquias de um coração velho... Sentimentos que se cristalizaram em lagrimas, amor!

Sonhos...

Sonhos...

Por que veio me visitar em sonho? Não poderia esperar o tempo passar, correr, o tempo caminhar até chega o momento de nosso reencontro?
Por que me deixa assim tão solto para que venha outra e me tome de ti? Por acaso acha que eu sempre voltarei aos teus braços como a água do amar que se tonar nuvem em busca de aventura pelos ares apenas para se jogar de volta aos braços de sua amada terra?
Por que se esconde de meus olhos de minhas palavras? Por acaso pensas que te engano ou que me engano com sentimentos sem fundamentos? Que fundamentos teriam se fossem tão profundos quanto os fundos dos mares?Penso, pensa, pensamos... Perdemos muito tempo sem nos sentir, sem nos permitir um sorriso vendido para comprá-lo de volta de nossos lábios, nos lábios do outro...
Afinal de contas, o que me contas de verdade? Seria apenas eu que me importo com teus olhos? Seria eu o único que pensos que não se lembra de mim? Seria recíproco este sentimento de abandono? Por que não se deixa sentir minha presença no teu colo a dormir toda noite e sonhar os meus sonhos contigo?
Sabes apenas vir a mim solitária e me visitar em sonho quando bem entende... Mas não entende que eu careço de visitar os braços teus!
Ah, que doce ilusão, desilusão ou reflexão, talvez! Quem diria eu dizer que te quero mesmo distante, mesmo inconstante, cheio de sentimentos conflitantes...
Sonhos, que se sonha só, que se sonham junto, que se deixa o vento levar. Sonhos...

Seqüestradora

Seqüestradora

Seqüestradora,

Por que veio seqüestrar logo meu coração indomável?
Por que quisera me prender em teus domínios e me fazer teu?
Que queres com um coração tão arrisco assim?
Não temes pelo perigo que passas com um coração tão selvagem?
Se não temes, o que te motivas vires de encontro a mim?
Que encantos guarda para me domar?
Seria toda uma maga, uma bruxa, feiticeira, tal vez?
Que encantos guarda para me enfeitiçar?
Teus olhos, teus cabelos, teus lábios, o que mais tens para me levar?
Com que amarras pretende me prender?
Com que laços pretende me enrolar, teu cabelos?
Afinal, o que pretendes fazer em mim, comigo?
Serei eu o predador ou a caça? Quem deseja se prender a quem?
Sei que é a mim que teus olhos pretendem domesticar!
Eles vêm com seus toques de malicia delicadas...
Bem sei que o que posso fazer é me por como prisioneiro manso
E mesmo que de coração selvagem, é em ti que desejo correr livre
E nos teus campos, na tua relva, que me desejo descansar
Ah, Bela, que queres que eu faça senão me render a ti?
Mas o que pretendes, enfim?
Eis a bela que vem me domar, eis a bela que vem conter...
Eis a bela!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ensaio de Uma Poesia (in)Completa

Ensaio de Uma Poesia (in)Completa

Queria que minhas palavras pudessem te acariciar os lábios
Queria que meus olhos encontrassem os teus
Queria, o quanto queria, e quero!

Eis que me ponho bobo a escrever, mais uma vez
De todas às vezes, está é a mais calma, mais simples, mais clara
Quem me dera não te ter apenas para ter o prazer de te reconquistar

Ai quem dera tantas coisas fúteis
Quem dera tantas banais
Tudo isto pareceria único e perfeito ao teu lado
Desde um sorvete derretido a um chocolate meio amargo

Me ensina teu segredo me ensina a não me apegar
Me ensina o que me prende a ti
Teu lábios, teus sorrisos, ou seria teus dentes
Sim! Teus dentes a me morder

Acho que não caberia em um só verso a síntese de tudo
De todos os sentimentos que me inundam
Então, fica uma promessa, entre tantas outras que te fiz e farei
Que venham mais poesias a si colher!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Profecias

Profecias

Quem viveu e quem virá
Pra ver a poesia se revelar
Feito profecia, um canto
Teu véu, nossos olhos, um encanto

Tudo em evidencia
Tudo de vidência predestinado
Destinatário de cartas flutuantes
De emails fofos de cavaleiro andante

É que quis viajar
Derrotar gingantes, te encontrar
Quis buscar um novo mundo
Deixar a solidão sem lamento profundo

Voei pelos céus
Com meu navio carrossel
Giramos e no mundo viajamos
Conhecer lugares e nos encontramos

Não foi preciso papel amarelado
Do tipo místico coisa de alquimista
Foi preciso apenas conversar
E descobrir o inesperado, um tão sonhado amar

Criamos uma nova rota pro amor
Mudamos o curso e o movimento
Que todos faziam pra ter ali chegar
Apenas nos deixamos à deriva do sentimento

A bussola já não sabe orientar
Se a índia fica no oriente
Ou se descansa no ocidente
Seria no Caribe ou em Madagascar?

Foram os profetas que nos guiaram
Tiveram visões e apostaram
Que o oposto do que se esperava poderia ser melhor
É que no fim das contas, ambos se encantaram

E assim foi nossa poesia
Nossa profecia
Nosso conto de ninar
Nosso canto de sonhar

E assim foi em nossa melodia
Em nossa fantasia
Nos fazer viver
Uma nova concepção de amor, transcender

O Sonho Não Acabou

O Sonho Não Acabou

Por que me olhas assim?
Eu não te disse “te amo”
Sim, quis tê-la pra mim
Mas será que não foi engano?

Fiz de tudo para não te perder
Mas você que se perdeu de mim
E fiz de tudo pra te envolver
Mas fui só que me envolvi, enfim

Não reclamo de tudo
Cada detalhe foi sublime em seu estar
No seu estado de mundo
De nosso universo, nosso gostar

Então, me diga, meu amor
O nosso sonho acabou?
Seja franca, por favor
Não foi assim que a gente sonhou

Mas não desisto de tentar
De te roubar um sorriso
De me fazer teu amigo, cuidar
Um gostar mais preciso

Fim?

Fim?

Nunca minto quanto ao que sinto
Podes está triste agora
Mas em outro momento sofri
Em silencio e solitário naquela hora

Sinto que algo falta
Eu quis evitar
Este momento enfim correu
Algo quis vir acabar

Seria o silencio de nossas bocas
Ou a falta de querer ouvir?
Seria a falta de tempo
Seria o sorriso a fingir?

Afinal, eu quis ter-te pra mim
Eu quis não por um fim
Me inventei feliz pra ti
Mas por fim, tive que desistir

Não foi por falta de amor
Não foi por falta de querer
Foi por falta do essencial (pra mim)
Foi por falta de você

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coringas e Copas

Coringas e Copas

Quero te tirar de mim
Quero me desfazer de ti
Quero te fazer tantas coisas perversas
Quero te destruir

Mas sabe, eu sinto
Que vou sentir a tua falta
Do teus olhos, dos teus cabelos
De tua boca, de teus pelos

Porra, eu ando tão sentimental
Seria culpa do ano novo
Quem sabe do natal
É a solidão que sorvo, que venha carnaval

Vou diluir meus amores
Vender os sentimentos em azedume
Derreter o gelo das flores
Para esmagá-las e prover um perfume

Ah, se o mundo fosse tal fácil jogo de azar
Quem sabe eu já te teria na sorte
Quem sabe a roleta russa do amor
Me traria teu tiro, oh cupido, sem dor na morte

Blues da Meia-Noite

Blues da Meia-Noite

Dentro de um furacão de imagens
Que a insônia me fez perceber
Vejo um quadro borrado
“nossos corpos juntos ao amanhecer

É o suspiro dos perdidos
É o suspiro dos amantes
É o suspiro dos esquecidos
É o suspiro inquietante

Espelhos que não refletem minha face
Trazem algo de cinza e cansado
Derretido em lagrimas, uma vela
Que vela meu sonho acordado

Em um tom de fim de festa
Repousa meu coração, agora
Cambaleando em ruas desertas
E a solidão me apavora

Entre a cruz e a espada
Vontade de na madrugada
Te ligar e, de saudades, te fazer chorar
Ou te deixar dormindo e me consolar

domingo, 10 de janeiro de 2010

Eu Não Sei o Que é Samba

Eu Não Sei o Que é Samba

Já não sei esperar
A saudade não me quer alcançar
Já não sei mais fingir
A mentira foge com medo de mim

Já sei, não é natal
Assim se aproxima carnaval
Já sei, haverá outro dia
Mas se bem que hoje é que poderia (Enfim...)

Se anuncia novo festival
Festejar com alegria
Uma nova velha juventude
Anos sessenta, nostalgia

Já não sei esperar
Saudosismo de fugas e alegrais
Já não sei mais fugir
Agora aceito tudo daqui

Já sei, não é carnaval
Já não há mais folia, tudo banal
Já sei, não haverá outro dia
Tenho apenas este pra lutar, poesia!

Oh não! Oh sim! Então!

Oh não! Oh sim! Então!

Se você duvidar
Te mostro o contrario
Só pra te irritar

Se você aceitar
Me faço perfeito
Pra que possa reclamar

Se você fingir
Me inventarei novos sorrisos
Pra você não fugir

Se você sonhar
Te mostrarei a verdade
Se a verdade faltar

E assim, vai seguindo sim
Em uma nota em descompasso
Em um passo em falso
Em meio diabo anjo querubim (é sim)

Te invento um nota musical
Finjo saber ser um maestro
Finjo te ser correto, corrijo os desafetos
Me vejo inteiro em tuas mãos (oh não, oh sim, então!)

Dorme Serena

Dorme Serena

Dormi moça morena
Dos olhos de açaí
Do corpo de moça pequena
Da boca em tucupi

Deita esses olhos tão doces
Deixa eu te velejar
Cabelos de onda serena
Cabelos de onda de mar

Dormes assim tão bela
Descansa minha sereia
Em meu peito se faz mulher
Tua praia sem areia

Dormi corpinho dourado
Do sol que te enriqueceu
De pele morena macia
De noite que amanheceu

Dormi teu sono, pequena
Que eu já durmo o meu
Sonharemos algumas doçuras
Uma já aconteceu

Voar

Voar

Simplesmente voar
Levitar das folhas secas
O vento que acaricia a flor
O movimento do ar

Simplesmente voar
Se deixando leve
Se deixando levar
Sedo um sorriso breve

Simplesmente voar
Como um pensamento
Uma lembrança
Como um sentimento

Simplesmente voar
Como um sorriso trocado
Um olhar furtivo
Beijos que flutuam a se encontrar

Simplesmente voar
E como vôo estes dias
Breve e leve como pluma
Ultraleve como sonhar

Porquês

Porquês

Por que escrever, afinal? Por que está vontade de expor o que não costumo dizer oralmente? Por que esta busca por palavras que digam um pouco de mim e do que sinto? Por que este desejo contrário de, às vezes, deixá-los em segredo para que alguns não os vejam?

São tantos porquês que comumente não me passam enquanto escrevo, mas hoje, em especial, me vieram estas perguntas enquanto escrevia a “Poesia Inacabada”. Este nome também se remete ao nome do blog que tenho cultivando, quase que diariamente, com poesias, que, sinceramente, questiono-me se são de fato bem escritas ou não. Se realmente alcançam o seu destino, se é que há destino, e se comunica o que deve, se é que é seu dever...

Com alguns amigos compartilho um projeto chamado “Poemas Fingidos”, mas já não sei fingir tão bem ao escrever. Agora, eu escrevo o que vem do que vivi e que vivo, e talvez viva. Vem da ânsia de reviver a cada dia a presença silenciosa de quem já não está ao meu lado, ou de produzir presentes às pessoas que dedico alguns versos e palavras. Poemas Fingidos ou Inacabados agora são parte do meu cotidiano!

Não sei achar respostas para explicar por que escrever, ou por que compartilhar versos, ou por que ansiar um grupo de poesias, apenas sei escrever com carinho e prazer! Escrever basta como resposta?