sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ateliê dos Sonhos

Ateliê dos Sonhos

Repouse teus sonhos juntos dos meus e os tratarei como um só... Um abstrato colorido e em harmonia. Uma obra de arte sempre por vir, um horizonte traçado a quatro mãos e com milhares de pontos de fuga... Um pano de fundo tirado do manto da noite, bordado em estrelas e com nossos traços marcando nomeando-o de "Nosso Pequeno Universo Infinito e Pessoal". Belo nome para uma obra tão rara, não?! Esta obra é desenhada a cada dia com traços de delicadeza e carinho trocados entre as tintas de cada pintor, que somos nós. Cada toque do pincel no “Nosso Pequeno Mundo Infinito e Pessoal” nos vai transformando também, nos deixando cada vez mais abstrato e icogniscível aos olhos da razão, mas sempre sensíveis aos olhos da fantasia e dos sonhos.


Espero nunca ter que deixa o “Ateliê dos Sonhos”, este nosso lar invisíveis e colorido, que apenas nós podemos ver e sentir. Onde sempre estamos criando e recriando nossas obras, algumas sempre estão em processo de recriação, como a que se chama “Como Amar”. É uma obra simples e que não há como defini-la e por ser tão indefinida é que a cada dia a modificamos para que possamos senti-la novamente como um todo e não a parte de algo que se vai nos deixando, mas que esta sempre presente e pronta para se colorir novamente.

“Como Amar” é uma obra que nos tem rendido bons momentos de trabalho ardo, mesmo que a distância. Sempre tem algo de novo a completar esse todo que é “Como Amar”. As nossas tintas sempre acabam se esgotando por tantas cores novas que adicionamos aos nossos abstratos, mas no dia seguinte já retornamos com novos baldes cheios de novas cores, afinal nosso mundo pequeno é infinito e nossas cores são um toque pessoal... E vamos continuar a inventar como amar para colorir ainda mais nosso mundo!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uma Tentativa de Poetizar Analise do Comportamento em Relação ao Amor

Uma Tentativa de Poetizar Analise do Comportamento em Relação ao Amor

O amor em sua mais pura forma é disforme, é incontrolavelmente mutável e inegociavelmente real, quando assim sentido e instituído.
Não existe uma essência do amor, mas existe o amar. E o ato de amar aos amantes é que interessa, vãs filosofias esvaziariam o sentido de buscar respostas no silencio de carinhos trocados abaixo do luar. O amor permeia todo o corpo como uma energia revitalizando o ser. Parece mágica, mas é apenas a atuação plena do quanto a outra pessoa consegue mexer com o outro. O amor não tem lugar de atuar, ele é a própria atuação. Teorizar algo tão subjetivo e pessoal, mesmo que conhecível socialmente, é no mínimo um erro a quem ainda está em processo de conhecer a face inicial de seu amor, que mudará, mudará e mudará de acordo com o que o casal transforma em si e no mundo nomeando-os de amor. Amor não é uma palavra, mas um ato constante de reflexão e reflexões junto do ser amado.

sábado, 7 de novembro de 2009

BR222 – BR230

BR222 – BR230

Bem que Belém podia ser bem aí
Se é, se será longe do Ceará
E será que lá chego
No bem de Belém do Pará?

Tá, tapioca tem aqui!
Tá, mas lá é que tem tacaca!
Se vou ou se fico, não sei
Se sei, será longe do Ceará

Simbora? Então bó!
Quem sabe a gente vai tomar açaí
Tomara que nois consiga saí
Se depois dá sono, nois perde carimbo

Anda logo! Trás o cuscuz
A gente leva a canja e canjica
Tacaca a gente vai buscar
Afinal nosso bus vai pra lá

Bem que Belém podia ser aí
Ai! Que vontade de ir te buscar
Carreira atrás do meu denguinho
Perdido ou achado por lá, no Pará

Como o tempo passa e a gente não se deixa entregar a pequenos detalhes bons da vida, como uma boa caminhada e uma câmera na mão...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gira mundo

Gira mundo

Cadê a brincadeira de roda?
Quem escondeu o anel?
Vamos para a roda gigante!
Gira mundo, meu carrossel!

Vem, segura minha mão
Vamos colorir este céu
O mundo é tão grande
Noivinha, cabe tudo no teu véu

Dança bailarina na caixinha
Beijo doce, doce mel
Vão longe balão mágico
E nosso casamento neste anel

Pus meu nariz de palhaço
Desposei a filha do coronel
Fugimos pra terra do nunca
E lá você dançou sete véu

Vem aqui, minha bailarina
Deixa eu ser teu menestrel
Há muita poesia em cada esquina
Gira mundo, meu carrossel!

domingo, 1 de novembro de 2009

Rezadeira Noturna

Rezadeira Noturna

E assim segue minha reza
Um terço chamego
Noutro terço desejo
Num terço de seu nego

Para espantar a luxuria
Devemos espantar o pecado
Com muito beijo sem vergonha
Pois sem vergonha não se peca de fato

E faço procissão em tua pele
Subo montes, desço ladeiras
Me encontro em teu encontro
Rezamos juras sinceras

E somos de tudo ritual
Sem espaço para demônios do ciúme
Fazemos nosso rito um carnaval
Entre caricias e perfume

Profanamos o medo
Com a coragem de despir
Deixamos de lado o sono eterno
Para na noite não dormir

E assim segue tua reza
Uma terça se nega
Noutra terça me deseja
Numa terça se chamega

Balada do Computador

Balada do Computador

Há algo para alem dos olhos
Se esconde em um espelho
Me perco em seus detalhes
Escrevo em vermelho

A tela que me reflete
Te reflete também
Coisas, sentidos, sentimentos, idéias
Coisas que vão e vem

A tua presença no vazio
E a tua falta presente
Tudo contraditório como amar
Um egoísmo altruísta que se sente

E não ouço tua voz
Mas sei bem o que falas
Somos um poço de saudade
E é o que resta nas malas

Viajamos longe nessa janela
Nos confundimos e nos achamos
Achamos mentiras e verdade
E duvidamos que nos amamos

Edifícios e mar
Como é difícil amar aqui
E tudo se une em algum lugar
E esperar não sei se vamos conseguir