Que sentimento paira no ar?
Que sentimento paira no ar?
São tantas coisas presas em minha cabeça
Tantas coisas como ancora
Que não me deixam voar
De tantas juras a sombra do cajueiro
De tantas promessas proibidas
De tantos versos sem medida
De tantos goles da mesma bebida
E eu tão preso ao firme chão
Enquanto, tudo fica leve e paira luz
Eu, ancorado nas medidas da condição
A mesma que não decidi, mas me impus
Mas que sentimento paira no ar?
A incerteza de uma breve despedida
O sussurro meiga mentira
O silencio que estaca a ferida
Por que um pouco de romance sempre cai bem nos momentos de solidão... toda poesia é inacabada por si só e, a cada dia, ela precisa ser reescrita nas vivências diarias!!!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Labirinto dos Caminhos Cruzados
Labirinto dos Caminhos Cruzados
Sabe aqueles dias que você acorda e acha que tudo está fora do lugar? Tudo parece te envolver em meios a fios de angustia, redes de sentimentalismos clichês, uma teia de intrigas pessoais, você com seu mundo, seu mundinho?
E, apesar de tudo o que você faça você está tão preso nele, seus sentimentos mais profundos o fazem cair, mergulhar em um turbilhão de reflexões intermináveis com o mundo a sua volta, o mundo a girar, o mundo concreto, que reverbera em sua tragicomédia da vida alheia...
Tempos nebulosos que se aproximam, não chegam a tocar-nos, mas nos amedronta nos condena a um estado apático de angustia e medo pelo que pode vir, e, talvez, nunca virá! Tememos pelo que temos, não temos, poderemos/poderíamos ter e pelo medo de perder...
Quando os caminhos se cruzam, estamos perdidos em um labirinto, labirinto de possibilidades intermináveis, e, quem sabe, improváveis de previsão: estamos no mundo da vida!
A cada passo dado, mal dado, torto, tortuoso, sensível, sensato, tudo aquilo que compõem o caminho e o caminhar, tudo incerteza, por mais que tenhamos seguido a vida toda por este percurso de casa ao trabalho (escola), todo dia é novo, mas nem todo novo é surpreendente, a novos tão velhos e desgastados. Velhos fantasmas que nos atacam nos provocam a temer um novo passo, um passo, desta vez, bem dado!
São labirintos da vida, como videiras que se entrecruzam, abrem-se e fecham-se em cainhos espinhosos sem fim, que nem sabemos onde vai parar, onde vai chegar. São nossos labirintos de caminhos cruzados, meus e teus... E quem poderá dizer que fazemos certo? Quem já percorreu todos os labirintos de caminhos cruzados? Quem seria tal ser tão antigo e sábio?
Nem toda ciência seria capaz de predizer, prescrever, o remédio para remediar a dor e a angustia de um novo passo rumo ao (des)conhecido mundo da vida! Não há paz quando há algo que se quer transformar. Não há paz quando se tem onde se quer chegar. Não há paz se há um amor por quem lutar!
Eis um resumo dos labirintos de caminhos cruzados, sem ponto de partida e chegada (predefinidos), apenas um devir inteiramente novo, mesmo que por caminhos antigos, nenhum um dia igual ao outro, sem espaço para monotonia, apenas os caminhos, labirintos, intercruzamentos de vidas, o grande fluxo do mundo da vida!
Angustio-me, mesmo sabendo o que sei, sabendo que não sei.
Sejam bem-vindos aos Labirintos dos Caminhos Cruzados!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Quanto Tudo é Você
Quanto Tudo é Você
Quando tudo era vastidão
Você, abrigo
Quando tudo era descaminho
Você, uma ponte
Quando tudo era escuridão
Você, o Luar
Quando tudo era imenso
Você, amorzinho
Quando tudo era vazio
Você, plenitude
Quando tudo era preocupação
Você, sentimento
Quando tudo era pessoa
Você, desejo
Quando tudo era nada
Você, universo
Quando tudo se foi
Você me veio
Quando tudo se perdeu de mim
Você me deu o que precisava
Carinho, amor, um ninho
Tudo o que se enraíza em mim
Um cantinho
Quando tudo era vastidão
Você, abrigo
Quando tudo era descaminho
Você, uma ponte
Quando tudo era escuridão
Você, o Luar
Quando tudo era imenso
Você, amorzinho
Quando tudo era vazio
Você, plenitude
Quando tudo era preocupação
Você, sentimento
Quando tudo era pessoa
Você, desejo
Quando tudo era nada
Você, universo
Quando tudo se foi
Você me veio
Quando tudo se perdeu de mim
Você me deu o que precisava
Carinho, amor, um ninho
Tudo o que se enraíza em mim
Um cantinho
domingo, 10 de julho de 2011
Amanhecer Apaixonado
Amanhecer Apaixonado
Quando amanhecer
Traga teu beijo em sabor de mel
Traga o sol e o café
Traga o azul da aquarela ao céu
Os lençóis sobre a cama
Desenham figuras de um amor
Rabiscos loucos e travessuras
De tudo entre o frio e o calor
Atravessando a janela
Deixo a luz nos visitar
Iluminando nossos corpos
Amanhecendo nosso olhar
A casa, a sala e o som
Olhos e bocas, café e pão
Sorrisos doces em belo tom
Amanhecer para mais um dia, então
Quando amanhecer
Traga teu beijo em sabor de mel
Traga o sol e o café
Traga o azul da aquarela ao céu
Os lençóis sobre a cama
Desenham figuras de um amor
Rabiscos loucos e travessuras
De tudo entre o frio e o calor
Atravessando a janela
Deixo a luz nos visitar
Iluminando nossos corpos
Amanhecendo nosso olhar
A casa, a sala e o som
Olhos e bocas, café e pão
Sorrisos doces em belo tom
Amanhecer para mais um dia, então
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Novos Cotidianos
Novos Cotidianos
Agora pegue a minha mão
Vamos voar muito além
Além dos montes e montanhas
Bem longe de todos e de ninguém
Vamos recitar poesias
Recriar nomes de animais
Vamos adivinhar figuras no céu
Vamos imitar nossos pais
Tudo parece tão belo, aqui
Nada nos importa e tudo nos interessa
Tudo tão calmo em meio ao caos
Mesmo assim cantamos sem pressa
Atravessamos na contramão
Anos oitenta e noventa
Não precisamos de muita luz, tecnologia
A luz de velas e estrelas nos orienta
Vamos pular na corda-bamba
Sonhar com coisas irreais
Imaginar um mundo novo
Vamos viver bem mais
Agora pegue a minha mão
Vamos voar muito além
Além dos montes e montanhas
Bem longe de todos e de ninguém
Vamos recitar poesias
Recriar nomes de animais
Vamos adivinhar figuras no céu
Vamos imitar nossos pais
Tudo parece tão belo, aqui
Nada nos importa e tudo nos interessa
Tudo tão calmo em meio ao caos
Mesmo assim cantamos sem pressa
Atravessamos na contramão
Anos oitenta e noventa
Não precisamos de muita luz, tecnologia
A luz de velas e estrelas nos orienta
Vamos pular na corda-bamba
Sonhar com coisas irreais
Imaginar um mundo novo
Vamos viver bem mais
Pequenos Amores
Pequenos Amores
Será que alguém domina meu território?
Será que eu domino você?
Escrevemos cartas românticas
Que ninguém irá ler
São jogos de amor e de azar
Não interessa quem vai ganhar
Estamos sempre de um lado
Mas nunca como namorados
Você inventa a indiferença
Eu invento novas melodias
Trágicas comédias modernas
Pequenos fragmentos de poesia
E quando tudo isto vai para
No bairro, na escola, na esquina?
Desde que pare em você
Para te fazer minha menina
São coisas bobas do dia-a-dia
Que se perdem a cada manhã
Será que ainda seremos românticos?
Será que vale a pena amar?
Quem ainda acredita em amor
A primeira vista ou inventado?
Quem tem medo do que sente
Será que temes ser amado?
Ainda fazem poesias
Ainda inventam amor
Ainda criam melodias
Ainda amo quem me amou...
Será que alguém domina meu território?
Será que eu domino você?
Escrevemos cartas românticas
Que ninguém irá ler
São jogos de amor e de azar
Não interessa quem vai ganhar
Estamos sempre de um lado
Mas nunca como namorados
Você inventa a indiferença
Eu invento novas melodias
Trágicas comédias modernas
Pequenos fragmentos de poesia
E quando tudo isto vai para
No bairro, na escola, na esquina?
Desde que pare em você
Para te fazer minha menina
São coisas bobas do dia-a-dia
Que se perdem a cada manhã
Será que ainda seremos românticos?
Será que vale a pena amar?
Quem ainda acredita em amor
A primeira vista ou inventado?
Quem tem medo do que sente
Será que temes ser amado?
Ainda fazem poesias
Ainda inventam amor
Ainda criam melodias
Ainda amo quem me amou...
Amor Adolescente
Amor Adolescente
Eu olho tão distante
Te sigo no corrimão
Distraído, feito bobo
Invento músicas com o violão
O mundo parece mais calmo
Até o céu parece mais azul
As nuvens navegam lentamente
Reinvento nosso mundo
Mas as margens da fronteira
Sinto o medo me aprisionar
Mãos tremulas, voz falha
Acho que não vou me declarar
Cenas de um romance
Minha tragédia particular
Nem sei se me percebe
Se gostaria de participar
Eu e meus poemas secretos
Te seguimos no pátio escolar
Um anjo, fada, princesa
Que temo me observar
Enquanto isso, eu te verso
Descordado, acordando a vizinhança
Acordes em desacordos
Eu sou teu amor, sou tua criança
Eu olho tão distante
Te sigo no corrimão
Distraído, feito bobo
Invento músicas com o violão
O mundo parece mais calmo
Até o céu parece mais azul
As nuvens navegam lentamente
Reinvento nosso mundo
Mas as margens da fronteira
Sinto o medo me aprisionar
Mãos tremulas, voz falha
Acho que não vou me declarar
Cenas de um romance
Minha tragédia particular
Nem sei se me percebe
Se gostaria de participar
Eu e meus poemas secretos
Te seguimos no pátio escolar
Um anjo, fada, princesa
Que temo me observar
Enquanto isso, eu te verso
Descordado, acordando a vizinhança
Acordes em desacordos
Eu sou teu amor, sou tua criança
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