terça-feira, 20 de abril de 2010

Prólogo do Vento

Prólogo do Vento

As pessoas anseiam voar livres no céu infinito e azul, mas ou se ofuscam com a luz do sol ou se esquecem de tirar os pés do chão. Não adianta, simplesmente, vislumbrar a liberdade, o céu, é preciso assumir os riscos de voar e abrir suas próprias asas, sentir o peso do vento (liberdade) sobre si. E se for um pássaro de coração de fênix, a esperança que se alimenta de si mesma, suas chamas, voará e desafiará a tempestade.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Legião do Amor: a Resistência

Legião do Amor: a Resistência

Não há lógica em amar. Não a lógica rústica, empoeirada, empobrecida de limites, limitada a filmes, precisando urgentemente de um tema musical...

O amor que busco não cabe no papel que escrevo, mas busca ao menos se mostrar como broto que floresce e florescerá. Cantar uma canção desafinando, rir-se dos dias chuvosos e frios, apreciar o nascer do sol, dedicar uns minutos a lua, resistir! Assumir novas formas de vida, entrar em contato com pequenos pedaços de natureza que há em nós, nos sentirmos parte do universo, nem que seja o universo de um outro. Estar apaixonado!

Para os povos que carecem de uma canção ou um motivo pra cantar, eu vos dedico todo amor que houver neste mundo, que você, assim como eu, aprendam a resistir as formas de amor-falso, reles bijuterias, falsificações de um amor bem mais brilhante, que requer desafios e um pouco de medo, para dar frio na barriga!

Ainda ouço ao longe um som de tambores fortes... Tum Dum Tum Dum Tum Dum! Sinto que um dia irá chegar que os homens aprenderam que o amor não é doar-se, simplesmente, esperando algo, que o amor não é um impor o que se sente a outro e a si, mas que o amor é conquistar e se deixar ser conquistado, não hoje, não amanhã, mas sempre!

A resistência se faz em assumir que o amor, não um amor-objeto a ser vendido, mas um amor a ser conquistado. Um amor que não quer uma hora na agenda, mas que seja a agenda, o dia-a-dia, sem se deixar cotidiano, mas liberdade, autonomia, vida!

Devaneios

Devaneios

A simples palavra que procuro
O simples gesto que recebo
A carta boba que escrevo
Tudo em teu corpo, alto relevo

Esculpida pelo tempo
Desabrochando a cada gota
Gota de lagrima de saudade
Saudáveis sofrimentos, coisas da idade

Segredos guardados a cada caricia
Para tantos, mistérios em teu olhar
Para mim, delicados bilhetinhos
Românticos bilhetinhos para se desvendar

Hoje, aprecio melhor uma canção
Chuva, nuvens, tintas e cores, meu corpo
Alias, meu e teu se misturam em um só
Harmonia de tambores ancestrais, coração

Relevos naturais, paisagem
Corpos estáticos unidos em si
Um se sentir um só, moldura, arte
Corpos que nos identificam, nos revela
Nos mistérios da palavra, amores, viagens

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Perfeição

A Perfeição

Eu não sei como dizer
O que dizer
Se é preciso dizer
Não sei
Mas sei o que eu sinto
O que desejo
Eu amaria poder amanhã acordar do teu lado
Te abraçar forte sobre a cama
E não deixa te levantar pra ir pra faculdade
Te obrigar a ficar ali e te fazer amor
Um amor puro e intenso
Ter teu corpo no meu
Te beijar te abraçar
Daquele jeito que apenas nós dois sabemos como é
E no final me deitar ao teu lado
E ficar contemplando teus olhos lindos
Misteriosos, doces e apaixonados

domingo, 11 de abril de 2010

A Chama

A Chama

Meu corpo grita pelo teu
Cada poro um acorde
Sonoros desejos da derme
Do calor teu de encontro ao calor meu

Uma chama que dança em fúria
De dois corpos no vermelho ar
De amores e luxuria nobre
Sem vergonha ou envergonhar

Olhos que se encontram em faíscas
Beijos que queimam o céu da boca
Peitos e pernas que se cruzam em um balé louco
E o ar que queima ao redor é muito pouco

Tremeluziam os corpos quentes
De chama, pólvora, artifícios coloridos
Fogueira de amores e paixão
Cinzas que cobrem o chão

E então se mantém a vela
Que vela o sono das labaredas
Chamas que adormecem nos corpos molhado
Suor que resfria o corpo que arde, amados

terça-feira, 6 de abril de 2010

Meio Apaixonado

Meio Apaixonado

Com uma caneta
Uma de tinta invisível
Eu te desenhei em todo canto
Todo canto possível

Apenas eu poderia ver
Por que era nossa tinta invisível
Uma tinta única, feita por nós sobre medida
A desmedida palavra do impossível...

Agora eu vivo a sorrir
Sou o novo louco da praça
Canto com os pássaros, abro asas
Vivo me rindo fazendo graça

Eu sei, eu quis te roubar
Mas também sei nosso destino
Posso ou devo esperar
Que mais a frente vamos nos reencontrar

Vou seguindo assim
Meio Pierrot, meio Arlequim
Não me pergunte qual será o fim
Pois tudo é um começo, louco apaixonado, enfim!

Destinos

Destinos

“Não roubarás o meu pobre coração”
Eu te falei!
“Não roubarás o meu também”
Eu te escutei!

Mas esta vida bandida
Nos veio roubar
Ambos corações-rubi
E um só esculpir para compartilhar

Quantos amores eu deixei
Por tanto acreditar
Pouco importa, agora sei
Somos um só coração a sonhar

Já não sei se vivo sonhando
Ou se sonho acordado
Mas estamos juntos mesmo longe
E distantes do resto do mundo permanecemos lado-a-lado

“Não roubarás meu pobre coração”
E eu me entreguei
“Não roubarás o meu também”
Eu te roubei!