Uma Ultima Poesia de Amor
Quando foi mesmo que tudo aconteceu?
Nem tivemos oportunidade de ver
De sentarmos e vermos estrelas no céu
De deixar o tempo nos guiar, correr
As coisas simplesmente ocorreram
Como tinham de ocorrer
O tempo, os meses, os dias, o espaço
O universo submerso em lembranças, adormecer
Tudo não passou de um sonho
Um belo sonho de verão
Mas sem fim, nunca acabou
Mas, mesmo assim, não continuou
O que eu posso dizer?
Tudo tem meio, inicio e fim.
Mas nunca terminou
Apenas as lembranças doces se prolongam em mim
É por isto que te dedico
Uma ultima poesia de amor
Sem ódio, sem medo, sem dor
Apenas lembranças e carinhos sinceros de quem foi teu sonhador
Por que um pouco de romance sempre cai bem nos momentos de solidão... toda poesia é inacabada por si só e, a cada dia, ela precisa ser reescrita nas vivências diarias!!!
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Já Não
Já Não
Já não sei o que sei
Eu não sei
Já não quero pensar
Em pensar, eu pensei
Já não quis sentir
Eu não sinto, eu senti
Já não sei sonhar
Eu não sonho, eu sorri!
Já não sei o que sei
Eu não sei
Já não quero pensar
Em pensar, eu pensei
Já não quis sentir
Eu não sinto, eu senti
Já não sei sonhar
Eu não sonho, eu sorri!
Em definição
Em definição
Sou um bicho arisco
Sou um moço no asfalto
Sou de pé no chão
Sou livre do ninho
Sou orgulho e coragem
Sou coração
Sou vergonha e vontade
Sou o luxo do lixo
Sou solitário sem solidão
Sou bondade e bobagem
Sou aquilo e sou isso
Sou indefinição
Sou um bicho arisco
Sou um moço no asfalto
Sou de pé no chão
Sou livre do ninho
Sou orgulho e coragem
Sou coração
Sou vergonha e vontade
Sou o luxo do lixo
Sou solitário sem solidão
Sou bondade e bobagem
Sou aquilo e sou isso
Sou indefinição
Juras a uma Perfeição
Juras a uma Perfeição
Quando te beijei
Quis morrer
Quis morrer em solidão
Pra não te magoar
Um tão belo coração
Quando eu me deitei
Eu não rezei
Quis ser ateu
O paraíso é aqui
E eu sorri!
Quando eu me entreguei
Eu não fui eu
Quis ser teu
Um pedaço de ti
Mas grudado em mim
Ah, toda perfeição
Ah, tanta perfeição
E não preciso sonhar
Eu preciso de ti. Preciso amar!
Quando te beijei
Quis morrer
Quis morrer em solidão
Pra não te magoar
Um tão belo coração
Quando eu me deitei
Eu não rezei
Quis ser ateu
O paraíso é aqui
E eu sorri!
Quando eu me entreguei
Eu não fui eu
Quis ser teu
Um pedaço de ti
Mas grudado em mim
Ah, toda perfeição
Ah, tanta perfeição
E não preciso sonhar
Eu preciso de ti. Preciso amar!
Verso Solto para Alguem
Verso Solto para Alguem
Quando eu disse te amo
Eu me amei
Quando eu disse te quero
Eu me quis
Quando eu disse te adoro
Eu me adorei
Quando eu disse te desejo
Eu me desejei
Quando eu te beijo e abraço
Eu já não sei
Eu já não sou
Em uma mistura só
Somos um, somos um nó
Quando eu disse te amo
Eu me amei
Quando eu disse te quero
Eu me quis
Quando eu disse te adoro
Eu me adorei
Quando eu disse te desejo
Eu me desejei
Quando eu te beijo e abraço
Eu já não sei
Eu já não sou
Em uma mistura só
Somos um, somos um nó
Madrugadas Poesias
Madrugadas Poesias
Quero uma companhia pra madrugada
Nem que seja um copo de vinho, quase nada.
Um sorriso sincero, uma roupa levada,
Escurinho maneiro, beijo de namorada.
As coisas vão se levando assim
Perdendo as horas, se perdendo de mim.
Não dou vexame, eu sou um mero ator,
Que não sabe medir o que é belo e pudor.
Não sei se escolho Cazuza ou titã,
Mutantes, Novos Baianos ou Djavan
Mas nas ondas de radio não tem melodia
Nem sequer poesia
Agora vai ficando tudo misturado
Clima, música, vinho, teu gingado.
Os lençóis fingem um ninho de amor,
Que nos chamam, e nem sei se tu vai se eu vou...
E no final da noite, do fruto proibido
Do amor sincero, roubado e bonito.
Roubei do teu corpo o licor temperado
Da fruta vermelha de teu veneno encarnado.
E em um carrossel voamos
Em um voou nos entregamos
E a madrugada já não é mais fria ou solitária
E agora adormece ao desligar da luminária.
Quero uma companhia pra madrugada
Nem que seja um copo de vinho, quase nada.
Um sorriso sincero, uma roupa levada,
Escurinho maneiro, beijo de namorada.
As coisas vão se levando assim
Perdendo as horas, se perdendo de mim.
Não dou vexame, eu sou um mero ator,
Que não sabe medir o que é belo e pudor.
Não sei se escolho Cazuza ou titã,
Mutantes, Novos Baianos ou Djavan
Mas nas ondas de radio não tem melodia
Nem sequer poesia
Agora vai ficando tudo misturado
Clima, música, vinho, teu gingado.
Os lençóis fingem um ninho de amor,
Que nos chamam, e nem sei se tu vai se eu vou...
E no final da noite, do fruto proibido
Do amor sincero, roubado e bonito.
Roubei do teu corpo o licor temperado
Da fruta vermelha de teu veneno encarnado.
E em um carrossel voamos
Em um voou nos entregamos
E a madrugada já não é mais fria ou solitária
E agora adormece ao desligar da luminária.
Angustia
Angústia
Quando os olhos alcançam à fantasia, ou quando a fantasia se desfaz aos olhos, quando nos deixamos mergulhar nesta, as coisas parecem se perder de si, se desfazer no ar, toda certeza, agora, não passa de um fracasso vago, por mais que acertemos, pois a insegurança nos persegue a mente, o silencio não se sente e o frio é apenas o suor no rosto que cai. Há alguma coisa acontecendo ali.
E acontece a cada dia, nem queremos ver o perceber, nem nos percebemos enquanto gente. Até que um dia, a gente acorda e pensa: “que merda de vida é esta, eu já não me reconheço mais; eu já não sou tão feliz, como sonhei ser; nada acabou, mas nada começou; fico sempre no mais do mesmo e isto não me basta, eu quero algo a mais”... Mas o pior de tudo é não saber o que se quer e ficar abobalhado entre mil ilusões pirotécnicas que a vida nos mostra, viver!
E quando o sol vem nascendo, nada está resolvido, será mais um dia de tédio, ou estresse, ou calmaria sem fim, mas nenhuma emoção que nos faça sentir vivo, ou carinho que nos faça sentir gente, apenas olhares aterradores que espreitam prontamente e atacar, todos com suas boas intenções travestidas de um discurso político capitalizado tem tempo e espaço, de ser e fazer, de nunca pensar só repetir, e assim vagam-se os dias!
E quando cai a noite, sempre a mesma ingratidão, após um dia cansativo. Muitos pensamentos sobre a vida, o mundo, as coisas e as idéias... Nada se resolve ou tem ponto final, afinal de contas, nos sentimos sós, únicos e calados, vagando em nossos pensamentos que não são nossos, pois por mais singulares que sejam, qualquer poeta poderia configura-lo em um poema universalizante! É, queremos ser únicos e incríveis, em vez de sermos bons e amáveis...
E no fim de tudo, mais um escrito cansado, de palavras aparentemente vazias, um derramar de idéias e angustias frias, tudo em um copo cheio de vida e morte, pois assim são as coisas passageiras (da vida), efêmeras como fogos de artifício, que de muito lindo se desfaz no ar, como estrelas cadentes que depois de mortas ainda expõem uma viva e tremeluzente brilho fantasmagórico de que um dia foi.
E acontece a cada dia, nem queremos ver o perceber, nem nos percebemos enquanto gente. Até que um dia, a gente acorda e pensa: “que merda de vida é esta, eu já não me reconheço mais; eu já não sou tão feliz, como sonhei ser; nada acabou, mas nada começou; fico sempre no mais do mesmo e isto não me basta, eu quero algo a mais”... Mas o pior de tudo é não saber o que se quer e ficar abobalhado entre mil ilusões pirotécnicas que a vida nos mostra, viver!
E quando o sol vem nascendo, nada está resolvido, será mais um dia de tédio, ou estresse, ou calmaria sem fim, mas nenhuma emoção que nos faça sentir vivo, ou carinho que nos faça sentir gente, apenas olhares aterradores que espreitam prontamente e atacar, todos com suas boas intenções travestidas de um discurso político capitalizado tem tempo e espaço, de ser e fazer, de nunca pensar só repetir, e assim vagam-se os dias!
E quando cai a noite, sempre a mesma ingratidão, após um dia cansativo. Muitos pensamentos sobre a vida, o mundo, as coisas e as idéias... Nada se resolve ou tem ponto final, afinal de contas, nos sentimos sós, únicos e calados, vagando em nossos pensamentos que não são nossos, pois por mais singulares que sejam, qualquer poeta poderia configura-lo em um poema universalizante! É, queremos ser únicos e incríveis, em vez de sermos bons e amáveis...
E no fim de tudo, mais um escrito cansado, de palavras aparentemente vazias, um derramar de idéias e angustias frias, tudo em um copo cheio de vida e morte, pois assim são as coisas passageiras (da vida), efêmeras como fogos de artifício, que de muito lindo se desfaz no ar, como estrelas cadentes que depois de mortas ainda expõem uma viva e tremeluzente brilho fantasmagórico de que um dia foi.
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