Cotidianos
Rabisco meu rosto sem querer
Procurando palavras em meu apartamento
Vou versando o silêncio
Vou preenchendo o vazio de viver
A insônia, a esta hora da manhã
Me convida à brincar
Rimando palavras vãs
Que cansei de procurar
Uma xícara, o café
Um espaço pra nós dois
Um infinito sem muita fé
O romance sempre fica pra depois
E assim se segue a melodia
Que de perde na semana
E assim em tom de melancolia
Eu adormeço em minha cama
Mas sem espaço para tristeza
Apenas o prazer me amansa
Por apreciar a tua beleza
Em teu sono bobo de criança
Por que um pouco de romance sempre cai bem nos momentos de solidão... toda poesia é inacabada por si só e, a cada dia, ela precisa ser reescrita nas vivências diarias!!!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Amor Rêtro (Não Sou de Ninguém)
Amor Rêtro (Não Sou de Ninguém)
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que cubra meus medos
E se você procurar por mim
Descubra por si mesmo
Não aceite mentiras
Sou bem mais, segredos
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que descubra meus medos
E se você encontrar alguém
Que não seja eu mesmo
Não te dedicarei poesias
Que só satisfazem meus dedos
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que dedique meus medos
E se você se apaixonar
Me esconderei por aí
Não te farei mulher, menina
Só para me distrair
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
De quem esconda meus medos
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que cubra meus medos
E se você procurar por mim
Descubra por si mesmo
Não aceite mentiras
Sou bem mais, segredos
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que descubra meus medos
E se você encontrar alguém
Que não seja eu mesmo
Não te dedicarei poesias
Que só satisfazem meus dedos
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que dedique meus medos
E se você se apaixonar
Me esconderei por aí
Não te farei mulher, menina
Só para me distrair
Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
De quem esconda meus medos
sábado, 4 de dezembro de 2010
Desejos Secretos
Desejos Secretos
Quero sussurrar palavras bonitas
Enquanto te abraço, querida
Te arrepiar e avermelhar o rosto
Quando te morder sem te deixar ferida
Quero te embalar no meu corpo
Te apertar daquele jeito macio
Suspirar bem perto do teu rosto
Te amar como ninguém viu
Quero que esqueça que horas são da madrugada
Que seja inteira: agora e aqui
Quero que me ame, minha namorada
Quero que me queira assim
E enquanto nossos corpos se enroscam
Quero te desejar amor profundo
Eterno, sem preço e sem rumo
Sem limites que caibam a este mundo
E por fim, que nasçam sorrisos
Que venham de mim e de ti
Que embalem nossos sonhos
Que sejam cantigas de ninar, que nos façam dormir
Verso Infantil
Verso Infantil
Eu queria ter um verso pronto
Dos mais bobos e decorativos
Para te recitar em um dia de domingo
Para te roubar um beijo e ser teu abrigo
Eu queria encontrar um belo jardim
Te roubar umas flores e sorrir
Quem sabe, eu roube teu coração
Em retorno, eu entregue o meu, então
Eu bem que não quis me apaixonar
Mas eu fui sonhando tanto
É, eu fui me apegando
Agora, não posso mais te largar
Quem sabe eu escreva nossos nomes
Em um banco de praça, em uma árvore
Quem sabe com os nomes de nossos filhos
Que ainda não os compartilho
Gosto desta nossa brincadeira de amar
Gosto mesmo de sonhar contigo
Gosto do jeito do teu sorriso
Gosto da idéia de tu continuar comigo
Eu já nem sei o que escrever
Nem quero parar pra ler
Tantos versos bobos e ridículos
Como todo Amor é em seus discípulos
Confissões ao Travesseiro
Confissões ao Travesseiro
Querido travesseiro
Que tanto venho me confessar
Que carrega minhas angustias
Que carregar os meus sonhar
Por que esta menina me encanta?
Por que ela vem me encantar?
São perguntas tantas
E eu não consigo explicar
Seria uma fada, um anjo?
Quem sabe um delírio, o luar
Talvez acalme meu pranto
Meu cotidiano penar
Mas por que ela vem em meus sonhos?
Porque toda manhã, não quero despertar?
Ela deve ser um anjo
Ela me quer ao paraíso levar
Ó meu confesso travesseiro
Por que ela me trata assim?
Tão fugaz, um breve sonho
Será que ela também sonha por mim?
Talvez Amor
Talvez Amor
Quando eu fecho os olhos
Vejo teu olhar de encontro ao meu
Espelhos para o infinito
Portais do paraíso proibido
E quando eu adormeço
Eu desperto para uma nova paixão
Em mundo encantado onde só existimos nós
Onde tua voz é a única canção
E enquanto rabisco teu nome em um papel
Me despeço de tudo que é vulgar
De toda preocupação
O único sentido de se viver é teu olhar
E essas coisas eu não sei dizer
Elas apenas fluem a tua procura
Como se devessem ser ditas
A minha mais delicada loucura
E eu nunca entendi o que é o amor
Apenas fui me apaixonando
Me deixando levar, eu te amo
Sim, talvez, eu esteja te amando...
Verso Inacabado
Verso Inacabado
Vou te deitar no meu colo
Quando eu te reencontrar
Aos poucos, esvaziar a cabeça
E simplesmente sonhar
Vamos deixar as roupas caindo
Como o orvalho que vem ao chão
Vindo pra germinar e brotar
Novos versos e perfumes na imensidão
E o resto eu não sei dizer
Não fará sentido planejar
Devemos descobrir nosso destino
Em cada suspiro mergulhar
Quero adormecer no teu corpo
Amanhecer em teus cabelos
Te abrigar em meus braços
E estes sonhos, nunca esquecê-los
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