quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Gota D’água


A Gota D’água

A gota d’água
Cai do infinito e além
A gota d’água molha o rosto de alguém
E tudo se espalha
Em tons de cinza
E o frio do ar
Nos deixa um tanto ranzinzas
A chuva não para
Não sabe onde vai parar
Não para de chover
E aqui dentro chora
O barco se nega a navegar
E a deriva no oceano em pranto
Se perde em ondas de mágoa
Coisas que magoam, pessoas
Coisas que machucam, angústia
Angústia de viver... e de amar
E amando vamos nos desfazendo em lágrimas
A gota d’água que cai do infinito ar

sábado, 13 de abril de 2013

Aquilo que Sonho que Sou!


Aquilo que Sonho que Sou!

A parte mais forte de mim, talvez a mais vulnerável, é aquilo que sonho que sou!

É o escritor. É o contador de histórias. É o amante. É o herói. É o sonhador.
É tudo aquilo que se guarda sob minha carne. É tudo aquilo que sustenta meus ossos. É tudo aquilo que flui com meu sangue!
Sustentar os sonhos aos olhos do mundo talvez seja um fardo complicado, daí meu temor em descompasso com meu sonhar! Tornar-se aquilo que se quer é responder com responsabilidade àquilo que se sonha. Seria, então, assim tão fácil ser escritor, contador de histórias, amante, herói e sonhador se na primeira falha aos olhos do mundo, como ceifador, marcará nossas carnes?
Mascaras se sustentam leves, medos se sustentam acomodados, sonhos, por outro lado, são uma responsabilidade que ardem como fogo no peito!
Deveria eu sonhar junto ao mundo e assumir passo a passo o meu incessante desejo? Lograr em batalha diária meus sonhos a fio?
Quando chegará a hora do guerreiro brandir sua espada e cortar o véu da realidade?

Ainda assim, a parte mais forte de mim, talvez a mais vulnerável, é aquilo que sonho que sou!
É o escritor. É o contador de histórias. É o amante. É o herói. É o sonhador!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Poesia Concretinha


Poesia Concretinha

A tela do computador
Não reflete a luz dos teus olhos
Nem mesmo a lua
Consegue imitá-los

As ondas do mar
Não mexem como teus cabelos
Ondas que embalam
Meus desejos e medos

As nuvens do céu
Não parecem tão distantes
Quando penso em você
E enxergo o horizonte

Meus pensamentos e palavras
Não me acalmam como teu colo
Não me afagam, não me agradam
Sem teu amor, não me consolo

Repito


Repito

Palavras
Meu templo
Minha danação

Palavras
Minha respiração
Minha fantasia

Palavras
Meus instrumentos
Meus delírios

Palavras
Frases ao vento
Pés no chão

Palavras
Alguns sentimentos
Caneta na mão

domingo, 7 de abril de 2013

Poesia Precisa


Poesia Precisa

Preciso te mostrar
O que vai além dos teus olhos
São delicados sonhos e devaneios
Do teu pomar, eu colho

Gosto de me imaginar
De me perder em ti
Nos teus olhos, teus cabelos
Nos teus modos de me iludir

Não é que eu me prenda
Não se trata de uma prisão
É me encantar com teu corpo
Teus movimentos, tua sedução

É que há tanta poesia em ti
Que é difícil definir o abstrato
Explicar teus dons e delicias
Seria reduzi-la a um mero retrato

Apenas aceite esta singela poesia
Estes pequenos truques e flerte
Mas há pecado em desejar
Teus doces beijos a meu deleite? 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Impasses de um Relacionamento Maduro (ou Poesia Tão Longa e Enfadonha quanto o Dia a Dia)


Impasses de um Relacionamento Maduro (ou Poesia Tão Longa e Enfadonha quanto o Dia a Dia)

I

O centro do teu umbigo
O centro do universo
Algumas horas abrigo
Em outras o inverso

É como a chuva lá fora
Às vezes livre aconchego
E em outras horas
O frio é de tira o sossego

Caminhamos na vida
No alcance de nossos passos
Às vezes na mesma medida
Em outras, descompasso

II

O centro do meu umbigo
O centro do universo
Algumas vezes abrigo
Em outras o inverso

É como o sol lá fora
Que vem iluminar
E em outras horas
Só nos lembra de trabalhar

Navegamos nossos dias
Ao sabor dos ventos
Às vezes calmaria
Tempestade em outros momentos

III

O centro, nosso umbigo
O centro, nosso universo
Às vezes inimigos
Outras poesias e versos

domingo, 10 de março de 2013

Versos Antes de Dormir


Versos Antes de Dormir

Ando por aí
Em lugar qualquer
Perdido entre as borboletas
Atrás de um bem-me-quer

Eu sei que o mundo
Não cabe em meu vocabulário
Mas sempre há uma luz nova
Entre as estrelas de um planetário

E onde estarão meus olhos de vidro
Que me faziam enxergar
As coisas, as cores do mundo
Tua boca, teu sorriso e teu olhar

Enfim, fechar os olhos
E me descansar na escuridão
Esquecer a fantasia do dia a dia
Cair nas armadilhas do meu coração