Notas da Meia-Noite
Após uma madrugadas de um sonzinho relaxante de Jack Johnson, que não faço questão de traduzir, e um bom copo de café em meio uma conversa no MSN às 3:43 da madrugada, eu e uma amiga chegamos a conclusão que nos falta alimentar nosso vicio em comum, sermos humanos em um mundo tão confuso.
Eu peço por um vinho e ela por fumar unzinho... Compartilhamos as amarguras do existir e do saber existir em um mundo tão perverso.
Combinamos coisa que possivelmente não vão acontecer, falamos da solidão e de como somos exigentes com as pessoas. Falamos do cansaço acadêmico. Refletimos das contas a pagar, correção: a serem pagas por nossos pais... Falamos de comoo dinheiro passou a ser a forma de se medir a felicidade com as frases ridiculas "e quanto custou isso?" e "isso vale o preço?", nunca perguntam "isso funcionou mesmo?" ou "era o que você queria?" ou mesmo "você gostou?"...
Ambos com a cabeça cansada de pensar, ao menos tentamos, a vista cansada de tentar ler os textos que aos poucos de prazerosos se tornam prazos de vida e morte, Provas... Mal temos tempo pra bater um papo que não seja sobre problemas ou passar uma noite olhando o tempo vagar silencioso curtindo a presença de uma visita... As vezes nos falta simplesidade ao levar a vida, assim como em um certo lugar perto do mar e um chão de areias mornas...
Crescer é um processo complicado e pior ainda quando se tira um tempo pra se pensar nisso e se questionar. Seria mais facil aceitar tudo, mas de longe teria o prazer da conversa calorosa entre amigos sobre uma PseudoFilosofia de vida entre os vinhos e os tragos de cigarro...
Que o cotidiano não destrua nossa vontade de viver e que não vivamos para o cotidiano, Reiventemos tudo até o dia-a-dia... que ele possa ser um noite-a- noite, desde que se saiba o que se faz.
Abraços calorosos de jovem amigo sem sono e imprudente
Por que um pouco de romance sempre cai bem nos momentos de solidão... toda poesia é inacabada por si só e, a cada dia, ela precisa ser reescrita nas vivências diarias!!!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Poiesis (alguem me disse que significa Construir)
Poiesis (alguem me disse que significa Construir)
Teorias teorizam minha dor
Os livros como guardiões do conhecer
O meu querer como um devaneio
Os sonhos que dizem que não posso ter
Então eu busco na janela a minha liberdade
Mas de por do sol não vejo nada
Então percebo minha prisão domiciliar
A que criei dentro de mim velada
Aprisiono meus sonhos por tão pouco
Racionalizo a real impressão
O desejo de mudar o mundo é bobo
Mamãe, entendo, devo ganhar é meu pão
O resto do mundo sempre esteve aí
E eu que sonhava mudar algo
Então aprendo que tudo foi criado
De certo ponto, minha camisa de força aos poucos foi metrificado
Sabe, quando pergunto o que fazer sobre o mundo
Os guardiões não vão me dizer
São tão pobres de sentimentos nobres
Que aos poucos eu é que começo a ser
Então um desejo move-se dentro de mim
E mostra que ainda vivo
É um querer construir futuro
É sonhar sem ter sono e sem ter fim
E se o mundo em que vivo é algo criado
Eu mesmo com amigos criarei o meu mundo seguro
Seguro da busca do prazer do lucro
Que é uma solidão trasvetida em promessas de futuro
Quem sabe um dia
Um dia o mundo dê as mãos
E tudo girar em uma livre ciranda
A velha cirada esquecida e, hoje, pouco flexionada
Vou amolar a violada esquecida
Que um dia me comprometi em tocar
Poucas notas por mim aprendida
Mas a minha voz ainda pode cantar
Canterei o pouco que sinto
E com tantos outros, outras vozes criar
Dançar ciranda, torem, outra coisas
Criar um novo mundo sem deixar de Sonhar
Não me deixei seguir as massas
Mas tão pouco as deixarei de acompanhar
Posto que sou parte de um todo
E este todo todos temos que cuidar
Construir uma nova Utopia
Mas em terra firme é que ela vamos firmar
Não vamos nos deixar um outro ser nossa guia
Mas juntos um rumo tomar...
Teorias teorizam minha dor
Os livros como guardiões do conhecer
O meu querer como um devaneio
Os sonhos que dizem que não posso ter
Então eu busco na janela a minha liberdade
Mas de por do sol não vejo nada
Então percebo minha prisão domiciliar
A que criei dentro de mim velada
Aprisiono meus sonhos por tão pouco
Racionalizo a real impressão
O desejo de mudar o mundo é bobo
Mamãe, entendo, devo ganhar é meu pão
O resto do mundo sempre esteve aí
E eu que sonhava mudar algo
Então aprendo que tudo foi criado
De certo ponto, minha camisa de força aos poucos foi metrificado
Sabe, quando pergunto o que fazer sobre o mundo
Os guardiões não vão me dizer
São tão pobres de sentimentos nobres
Que aos poucos eu é que começo a ser
Então um desejo move-se dentro de mim
E mostra que ainda vivo
É um querer construir futuro
É sonhar sem ter sono e sem ter fim
E se o mundo em que vivo é algo criado
Eu mesmo com amigos criarei o meu mundo seguro
Seguro da busca do prazer do lucro
Que é uma solidão trasvetida em promessas de futuro
Quem sabe um dia
Um dia o mundo dê as mãos
E tudo girar em uma livre ciranda
A velha cirada esquecida e, hoje, pouco flexionada
Vou amolar a violada esquecida
Que um dia me comprometi em tocar
Poucas notas por mim aprendida
Mas a minha voz ainda pode cantar
Canterei o pouco que sinto
E com tantos outros, outras vozes criar
Dançar ciranda, torem, outra coisas
Criar um novo mundo sem deixar de Sonhar
Não me deixei seguir as massas
Mas tão pouco as deixarei de acompanhar
Posto que sou parte de um todo
E este todo todos temos que cuidar
Construir uma nova Utopia
Mas em terra firme é que ela vamos firmar
Não vamos nos deixar um outro ser nossa guia
Mas juntos um rumo tomar...
O Que é o Amor
O Que é o Amor
E hoje em dia
O que é o amor?
Você me disse
Mas relembre por favor
Uns dizem blues
Outros pedem jazz
Alguns MPB
Outros não querem mais
Há quem busque um dos grandes
Há quem vive a correr atrás
Alguém grita: isso não existe
Alguém diz: mas eu gosto é de ti
E hoje em dia
O que é o amor
Você me disse
Mas me relembre por favor
Alguns criticam: é pura ficção
Outros refutam: isso é falta de alguém
Alguns discutem química e esoterismo
E outros fogem por puro pessimismo
Há quem com ele brinque de xadrez
Há quem o rime em português
Alguém grita que é superstição
Há quem fundamente: é culpa do coração
E hoje em dia
O que é o amor?
Você me disse
Mas relembre por favor
Uns dizem blues
Outros pedem jazz
Alguns MPB
Outros não querem mais
Há quem busque um dos grandes
Há quem vive a correr atrás
Alguém grita: isso não existe
Alguém diz: mas eu gosto é de ti
E hoje em dia
O que é o amor
Você me disse
Mas me relembre por favor
Alguns criticam: é pura ficção
Outros refutam: isso é falta de alguém
Alguns discutem química e esoterismo
E outros fogem por puro pessimismo
Há quem com ele brinque de xadrez
Há quem o rime em português
Alguém grita que é superstição
Há quem fundamente: é culpa do coração
Vou Pra Brasília
Vou Pra Brasília
Mãe, hoje vou pra Brasília
Ver se encontro um amor por lá
Ver se viro capa de revista
Na UNE grito diretas já
Mesmo que não goste
Vou fumar unzinho
Você me diz que quero me estragar
E riu e digo: mãe, um dia eu vou voltar
Vou passar por Bahia
E entrar em Goiás
Mudar um mundo um dia
Algo a temer? Jamais!
Mãe, eu pego o L2 Norte
E chego lá, pra ver meu amor
Do que sinto falta é o sol forte
Este frio solitário é que causa dor
Na UnB sobrevivo no RU
Infelizmente no bus sem meia
É que acabo minhas economias
E a noite não sei aonde ir, nada de álcool na veia
Vou passar na Bahia
E entrar em Goiás
Mudar um mundo um dia
Algo a temer? Jamais!
Mãe, hoje vou pra Brasília
Ver se encontro um amor por lá
Ver se viro capa de revista
Na UNE grito diretas já
Mesmo que não goste
Vou fumar unzinho
Você me diz que quero me estragar
E riu e digo: mãe, um dia eu vou voltar
Vou passar por Bahia
E entrar em Goiás
Mudar um mundo um dia
Algo a temer? Jamais!
Mãe, eu pego o L2 Norte
E chego lá, pra ver meu amor
Do que sinto falta é o sol forte
Este frio solitário é que causa dor
Na UnB sobrevivo no RU
Infelizmente no bus sem meia
É que acabo minhas economias
E a noite não sei aonde ir, nada de álcool na veia
Vou passar na Bahia
E entrar em Goiás
Mudar um mundo um dia
Algo a temer? Jamais!
Caderno Velho
Caderno Velho
Em uma folha amarelada
De um caderno escolar
Busco a palavra nostálgica
Um puro lembrar
Caderno velho, rabiscado
Frases de Marx
Versos de alguens
Um cheiro de passado
Vejo equações algébricas
Brinco resolver
Mas a vida de agora
Esta não sei saber
Então fica tudo na folha
Velha, amarelada, esquecidat
Versos que prosam o que foi
Passagens passadas da vida
Em uma folha amarelada
De um caderno escolar
Busco a palavra nostálgica
Um puro lembrar
Caderno velho, rabiscado
Frases de Marx
Versos de alguens
Um cheiro de passado
Vejo equações algébricas
Brinco resolver
Mas a vida de agora
Esta não sei saber
Então fica tudo na folha
Velha, amarelada, esquecidat
Versos que prosam o que foi
Passagens passadas da vida
Romance Antigo
Romance Antigo
Espere minha carta chegar
Com versos bobos e clichês
Voce pode acreditar
Espere um pouco pra ver
Dos visinhos, vou colher algumas flores
Te darei um belo boquê
Talvez escreva outra carta, mas em prosa
Nem só de versos se pode viver
Pois é, agora vivo pensando
Meu olhar perdido em você
Eu sei, eu vivo sonhando
Mas tenho medo de dizer
Vou me jogar nos teus pés
Te convidar pra sair
Vou gaguejar ao dizer
E no final voce vai rir
Mas é que gosto de ser clichê
Um bobo romantico a te distrair
Como agora, uma poesia a escrever
E com a tristeza do beijo que esqueci de pedir
Espere minha carta chegar
Com versos bobos e clichês
Voce pode acreditar
Espere um pouco pra ver
Dos visinhos, vou colher algumas flores
Te darei um belo boquê
Talvez escreva outra carta, mas em prosa
Nem só de versos se pode viver
Pois é, agora vivo pensando
Meu olhar perdido em você
Eu sei, eu vivo sonhando
Mas tenho medo de dizer
Vou me jogar nos teus pés
Te convidar pra sair
Vou gaguejar ao dizer
E no final voce vai rir
Mas é que gosto de ser clichê
Um bobo romantico a te distrair
Como agora, uma poesia a escrever
E com a tristeza do beijo que esqueci de pedir
A Borboleta e a Flor
A Borboleta e a Flor
Você pousou em minha flor
Minha borboleta encantada
Fez-se mulher tão graciosa
Que nem sei se estava ansiosa
Foi se deixando descobrir
Fui te deixando sentir
Você voando no ar
E eu esperando você pousar
Pois fizemos jardim
Sim, fizemos um imenso
Cada gesto suave de carinho
Até cada desejo intenso
Espero cultivar novas flores
Sentirmos a borboleta em flor
Desflorarmos novos carinhos
Fazermos florir, fazer sem dor
Você pousou em minha flor
Minha borboleta encantada
Fez-se mulher tão graciosa
Que nem sei se estava ansiosa
Foi se deixando descobrir
Fui te deixando sentir
Você voando no ar
E eu esperando você pousar
Pois fizemos jardim
Sim, fizemos um imenso
Cada gesto suave de carinho
Até cada desejo intenso
Espero cultivar novas flores
Sentirmos a borboleta em flor
Desflorarmos novos carinhos
Fazermos florir, fazer sem dor
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