sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cartas

Eu corri através do universo pra te achar. Me perdi em campos de morangos. E com ajuda de meus amigos te encontrei. Em um céu de diamante com passaros pretos, quem sabe, estaremos pairando no ar. E no final, e no fundo, o que quero te dizer é que eu preciso é de ti, tudo o que eu preciso é de ti. E quando eu ouvir aquela canção, vou me lembrar de ti, não esquecerei de te mandar cartas, então segure a minha mão. Vamos continuar atravessando o universo, sem ter onde chegar, vamos vagar inocentemente, em busca de um abrigo mistico, lunar. E sabe, está é a história de uma menina, uma menina boba, a quem eu aprendi a amar, a sonhar, a desejar, e com ela quero me perder ifinitamente através do universo, sem fim, como nosso amor.

P. S.: Te Amo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Fim de Semana Qualquer

Um Fim de Semana Qualquer

E na fantasia de amar
E na fantasia de amor
As coisas se encaixam na aquarela
Tão belas em suspiros de deliciosa dor

E é o mundo uma fantasia
De poesia, conto, prosa e cordel
De melodias misteriosas da madrugada
De sigilosas risadas abafadas

E tudo em nós se desfaz
Se desmancha em beijos
Se esquece dos caprichos da vida
Tudo se resumindo a desejos

E o que resta-nos no fim?
Uma boa dose de cansaço
Doses suspirantes de sono
O amor que descansa em um abraço

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não Há Mistério

Não Há Mistério

Não há mistério no amor
Não há mistério em amar
São só pequenos detalhes
Escolhidos por trás do olhar

São feridas sempre abertas
Do cupido que nos flechou
Lembranças presas na memória
Cores que a fotografia não registrou

Isto é o amar
Isto é o amor
Doces mentiras descobertas
Que o desejo, em verdade, os transformou

Então, não mais se esconda
Por trás desta rubra cor
Não é de haver vergonha nos sentidos
Em que, nossos segredos, poesia se formou

E não há mistério, é segredo
Não há mania, é desejo
E não há verdade ou mentira
Só o sentir, sentido e sentimento, teu beijo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Outro

O Outro

Quando o mundo vaga lentamente no tempo
Eu me escondo na indiferença
Eu conto as horas em pétalas de rosas
Despedaço, despetalada esperança

(...de dias melhores)

O vento faz tudo girar
Cata-ventos cantando meu tempo
Meu coração que já não bombeia
Uma vida inteira sem emoção

“O que você vai ser quando crescer?”
Essa é minha indagação
“O que vou ser quando eu crescer?”
Essa é minha indecisão

Todos querem respostas pra tudo
Nem tudo tem solução
Me pergunto por que o céu é azul
Anil, piscina, marinho, blue

Vejo o espelho, não me reconheço
Quantos pelos nasceram? Onde?
Seria o medo da morte, velhice ou solidão?
Quem meus filhos serão?

“O que você vai ser quando crescer?”
Essa é minha indagação
“O que vou ser quando eu crescer?”
Essa é minha indecisão

sábado, 14 de agosto de 2010

A Poesia Inacabada, o Amor, o Amar e a Imensidão

A Poesia Inacabada, o Amor, o Amar e a Imensidão

O que se esconde em teus olhos
Que tanto me faz prender
A respiração, o olhar
Cravar meus lábios em ti e te sorver?

O que se esconde em mim
Que não consigo escrever
Mas que se faz manifestar
E em ti me prender?

Eu que já me perdi no labirinto de tua pele
Eu que já mergulhei nos teus vales
Eu que já fiz terreno em teu peito
Me pergunto, por que de te querer?

Se no que escrevo há tamanhas verdades
Por que não me dou por satisfeito
As poesias são inacabadas
Mas parecem terminadas, qual o nome deste efeito?

Deve ser bondade de poesia
Se manifestar em silencio, sem ousadia
No sussurro noturno, no suspirar intenso
Mas me pergunto, seria um amor assim tão imenso?

Questionamentos do Coração

Questionamentos do Coração

Há de ser amor!
E se não for?
Há de ser paixão!
Há um mundo proibido
Abaixo da linha do teu coração
Há sinceras e perversas
Vontades e inibição
Há loucuras sinceras
Querendo ou não
Há um rio que nos uni
Há uma porta que se abre
Há um veneno que se beija
Há um poço de coragem
Há o que há de ter
Há o que há de se viver
Então, tem de haver amor
Tem de haver paixão
Querendo ou não
Amo te ver
Amo te tocar
Amo te querer
Amo te beijar
Amo te perder
Para depois te abraçar
Matar saudades
E nos teus braços adormecer

Do Péssimo á Vontade

Do Péssimo á Vontade

É que aquilo que não está em mim
Se dissipa em sonhos etéreos
Não se mantêm corpóreo eterno
Apenas aquém do desejo interno

É que eu me perdi
Quem sabe, foi em uma canção
Em uma bossa-nova ou repente do sertão
O que ocorre é que me vendi

E tudo agora se perde de mim
Os tempos mudaram, eu vi
Os teoremas e teorias se esfacelaram
Ah, como eu quis mudar eu quis, e me mudaram.

Maldita maquinaria aguçada
Que me prende, me coroe, me maltrata
E tudo se desfaz com o vento, com o tempo
Mas me sobram os sonhos e lamentos
Ah, triste solidão, de sonhar e voar
De cair sem perdão
Pessimismo pós-moderno
Agora eu te digo sincero: comigo não

O discurso que proferi
Não corresponde ao que vivi
Apenas apresento uma face do que vejo
De uma humanidade sem desejo

Então me ouça e se cale
Haverá um outro mundo
De pessoas bem vivas, mas que eu
Coloridas e tenazes, de louvor que não morreu

Pintaremos o céu de vermelho
Verde, multicor
Pra que não pensem que queremos dor
Um mundo mais vivo do que o sangue azulado de um feudal senhor

Aqui nasce e morrem heróis
Aqui dentro de mim (também)
Aqui existem sonhos e realidades
Aqui ainda existem possibilidades