sábado, 4 de dezembro de 2010

Desejos Secretos

Desejos Secretos

Quero sussurrar palavras bonitas
Enquanto te abraço, querida
Te arrepiar e avermelhar o rosto
Quando te morder sem te deixar ferida

Quero te embalar no meu corpo
Te apertar daquele jeito macio
Suspirar bem perto do teu rosto
Te amar como ninguém viu

Quero que esqueça que horas são da madrugada
Que seja inteira: agora e aqui
Quero que me ame, minha namorada
Quero que me queira assim

E enquanto nossos corpos se enroscam
Quero te desejar amor profundo
Eterno, sem preço e sem rumo
Sem limites que caibam a este mundo

E por fim, que nasçam sorrisos
Que venham de mim e de ti
Que embalem nossos sonhos
Que sejam cantigas de ninar, que nos façam dormir

Verso Infantil

Verso Infantil

Eu queria ter um verso pronto
Dos mais bobos e decorativos
Para te recitar em um dia de domingo
Para te roubar um beijo e ser teu abrigo

Eu queria encontrar um belo jardim
Te roubar umas flores e sorrir
Quem sabe, eu roube teu coração
Em retorno, eu entregue o meu, então

Eu bem que não quis me apaixonar
Mas eu fui sonhando tanto
É, eu fui me apegando
Agora, não posso mais te largar

Quem sabe eu escreva nossos nomes
Em um banco de praça, em uma árvore
Quem sabe com os nomes de nossos filhos
Que ainda não os compartilho

Gosto desta nossa brincadeira de amar
Gosto mesmo de sonhar contigo
Gosto do jeito do teu sorriso
Gosto da idéia de tu continuar comigo

Eu já nem sei o que escrever
Nem quero parar pra ler
Tantos versos bobos e ridículos
Como todo Amor é em seus discípulos

Confissões ao Travesseiro

Confissões ao Travesseiro

Querido travesseiro
Que tanto venho me confessar
Que carrega minhas angustias
Que carregar os meus sonhar

Por que esta menina me encanta?
Por que ela vem me encantar?
São perguntas tantas
E eu não consigo explicar

Seria uma fada, um anjo?
Quem sabe um delírio, o luar
Talvez acalme meu pranto
Meu cotidiano penar

Mas por que ela vem em meus sonhos?
Porque toda manhã, não quero despertar?
Ela deve ser um anjo
Ela me quer ao paraíso levar

Ó meu confesso travesseiro
Por que ela me trata assim?
Tão fugaz, um breve sonho
Será que ela também sonha por mim?

Talvez Amor

Talvez Amor

Quando eu fecho os olhos
Vejo teu olhar de encontro ao meu
Espelhos para o infinito
Portais do paraíso proibido

E quando eu adormeço
Eu desperto para uma nova paixão
Em mundo encantado onde só existimos nós
Onde tua voz é a única canção

E enquanto rabisco teu nome em um papel
Me despeço de tudo que é vulgar
De toda preocupação
O único sentido de se viver é teu olhar

E essas coisas eu não sei dizer
Elas apenas fluem a tua procura
Como se devessem ser ditas
A minha mais delicada loucura

E eu nunca entendi o que é o amor
Apenas fui me apaixonando
Me deixando levar, eu te amo
Sim, talvez, eu esteja te amando...

Verso Inacabado

Verso Inacabado

Vou te deitar no meu colo
Quando eu te reencontrar
Aos poucos, esvaziar a cabeça
E simplesmente sonhar

Vamos deixar as roupas caindo
Como o orvalho que vem ao chão
Vindo pra germinar e brotar
Novos versos e perfumes na imensidão

E o resto eu não sei dizer
Não fará sentido planejar
Devemos descobrir nosso destino
Em cada suspiro mergulhar

Quero adormecer no teu corpo
Amanhecer em teus cabelos
Te abrigar em meus braços
E estes sonhos, nunca esquecê-los

domingo, 31 de outubro de 2010

Primaveras

Primaveras

Em tuas asas quero flutuar
Sentir a brisa da manhã
Meu corpo em teu corpo
Um vôo delicado no ar

Pétalas e plumas se espalham
As cortinas calmas balançam
Teu sorriso irradiando em sol
Que os pássaros não se cansam, cantam...

Tudo é uma magia tão bela
Que se reverbera em nossas mãos
Que me agarram e te seguram
Que abraçam e se procuram

Quero isto todas as manhãs
Assim como eu sonhei
Assim como tu me contou
Assim como te amei

E no fim de nosso devaneio
Quero beijá-la sem hora pra acabar
Quero abraçá-la com se não existisse um fim
E desposá-la da forma que sonhará por mim

Velhos Assobios Ancestrais de um Sonho

Velhos Assobios Ancestrais de um Sonho

Eu deixo você atravessar os limites do meu ser
Deixo você morar por baixo do meu véu dos segredos
Deixo você fazer abrigo em minh’alma
Eu deixo tua boca sussurrar palavras bonitas como vento
Deixo teus cabelos enrolar meu corpo
Deixo teu calor me aquecer do frio da madrugada
Deixo, deixo tudo assim
Indo embora de mim
Pra tu me dominar em teu amor
Vem, que a hora é agora
Vem antes da esperança ir embora
E, enfim, restar só nós dois
Deixo meu universo suspenso em prateleiras
Pra me deixar em tua rede
E no balanço das horas vou deitar
Deixo tudo assim, em perfeita harmonia
Borboletas multicoloridas pairam em meus sonhos
E os sonhos pairam em ti
Deixo minha vida em tuas mãos, sacrifício sagrado
Me profano, então, sou teu corpo amado!