sábado, 21 de janeiro de 2012

E, Hoje em Dia, Como é que se Diz “Eu te Amo”?

E, Hoje em Dia, Como é que se Diz “Eu te Amo”?

Compreendo o toque em tua pele
Quando o teu sorriso se esconde
O vento sopra teus cabelos longe
E tua timidez me morde

Eu nem sei por onde começar
“Vamos dançar, meu bem?”
Um sorvete, um papo em particular
“Eu também não tenho ninguém”

Não há mal nenhum em amar
Desde que se faça por inteiro
Cada gesto, uma nova estação
Novas primaveras em teu beijo

O vento sopra longe, muito longe
Todas as preocupações
Deixando nossos corpos firmes
A pernas bambas a tremer

Diga se quer... Se quer querer
Se te cabe um pouco de paixão
Tenho braços largos, bons
Que te cabe meio sem por que

Compreendo a tua indecisão
Os dias parecem tão calmos a sós
Mas as tardes parecem tão vazias
Queria, contigo, preenchê-las de nós

Antes que se perca
Tudo aquilo que decorrei
Que me sinta um bobo
Nunca esqueça que eu te amei

Flashes de um Orgasmos

Flashes de um Orgasmos

Cair na tua cama
Mergulha no teu mundo
Ah, respirar o teu perfume
Ondular nos teus cabelos

O tempo para aos nossos olhos
O espaço é infinito
Não tenho hora pra chegar
Ou mesmo partir

Tudo mais fica tão lento
Teu corpo voando sobre o meu
Teus braços me agarram sutilmente
Sobre mim, o universo para

Prendo a respiração
Tua mão me afaga
O mundo se abre em sonhos
A pulsação não para

Luzes e cores se desmancham no ar
Se lançam ao léu, ao infinito
Tudo é tão claro e o batom
Mancha minha pele

Explodem constelações
Nascem estrelas d’alva
Super-nova, estrela da manhã
E teu abajur se apaga...

Chuva de Estrelas Cadentes (ou Brincadeiras de Amor)

Chuva de Estrelas Cadentes (ou Brincadeiras de Amor)

Vem meu amor
Vem procurar
A mais bela estrela
No céu a piscar

Estrelas cadentes
Cadetes contentes
Moinho de cor
Meu amor, minha flor

Vamos nos molhar no sereno
Grilos, serenatas, frescor
A chuva é tão delicada
Como um breve beija-flor

Caminhar nas nuvens
Quase de algodão
Empinar pipas
Dentro de um nobre coração

Tudo aqui é tão claro
Doce carinho molhado
Beijo, desejo, afago
É tão bom estar apaixonado

Vem meu amor
Vem procurar
A mais bela estrela
No céu a piscar

Estrelas cadentes
Cadetes contentes
Moinho de cor
Meu amor, minha flor

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Duas Semanas

Duas Semanas

Pode parecer muito pouco
Pode parecer eternidade
Quero você, agora, aqui
Livre de qualquer bobagem

Quero me enrolar nos teus pelos
Quero te dizer bom dia
Mesmo com preguiça
Fingir um pouco de alegria

E o tempo não vai passar
A nostalgia, o tédio, harmonia
O tempo não vai correr
Por nós dois, monotonia

São só duas, duas semanas
Quase inverno glacial
Quase o fim do mundo
Terceira guerra mundial

São só duas, duas da manhã
Eu e meu pesadelo
Meu mundo inquieto
Meu mundo modelo

Pode parecer muito pouco
Pode parecer eternidade
Quero você, agora, aqui
Livre de qualquer bobagem

Saudades de uma Sexta

Saudades de uma Sexta

O mundo inteiro acontecendo lá fora e eu, aqui dentro, não dentro de meu quarto, dentro de meu peito, um vazio cheio de saudades. Onde foi para o brilho do dia? Nos teus olhos? Talvez sim, por não vê-los, meus dias parecem tão mais cinzentos...

E este frio em meu peito, parece uma chama que se apaga lentamente por falta de seu combustível. Meu combustível, talvez, seria teu sorriso, teu calor, este contato quente que acontece entre nossos corpos, esta união de vidas, dos encontros cada vez mais pulsantes.

Esta casa vazia só representa o tamanho da minha solidão: espaços vagos e cheios de significados. Cada detalhe a minha volta me lembra você, fotos, roupas, lembranças, todas impregnadas em minha pele. O café na manhã é tão sem graça, cadeiras vazias e um amargor na boca. Ah vida!

Sinto saudades más neste momento, aquele tipo de saudade que aperta o peito, mas não traz aconchego, não representa um beijo de despedida de namorada, apenas o adeus discreto e pálido.

Te amo, se não amasse não sofreria tanto assim, tão desesperadamente romântico, aos moldes mais ridículos que um mero poeta de rua viveria. Volte logo pros meus braços...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Izabella, com Amor.

A Izabella, com Amor.

Sensação estanha de parecer viver o fim de um seriado (ou pelo menos o fim de uma temporada). Ver a linha do horizonte cortando o céu azul, um céu nublado, parecendo compreender minha doce solidão, meu retorno a vida real, que é me separar de meu amor. Acordar de um sonho lindo!

Tudo parece tão em calma. O clima meio frio, em uma cidade tão abafada, parece surreal. A paisagem harmônica, paradoxal a tudo o que se vê em dias comuns, como chamamos. As folhas secas que caem das árvores, um silêncio de fim de ano. As nuvens cinza no céu, anunciando uma noite solitária, nada solidária. Um gole de café.

Ouvir Cazuza, Legião e, até, Coldplay tomam um tom diferente do normal. Minha aquarela vivida está borrada com tons de saudosismo. Esta tinta que mancha minha tela é a saliva bebida de teus lábios, doces e suculentos. Este mundo vai deixando o dia amargo, mais que o meu café que toca meu degustar. A docilidade que há em teus beijos só faz sentido em teu lado, sem ti, o mundo amargo!

Não quero que sinta pena, mas compreenda que o brilho de teus olhos ilumina meus dias. O toque de tua pele me acalenta e me esquenta o coração. Que o perfume que teus cabelos exalam, me entorpece os sentidos, me fazendo sonhar acordado.

São pequenos detalhes de um domingo parado. Ruas vazias. Casa silenciosa. Músicas melosas. Tudo muito calmo e sonolento. Tão distante está minha paz, meu ser, meu querer, meu amar!

Sou grato pela tua presença e tua ausência. Uma me faz viver, a outra me faz escrever!
São as faces necessárias a um poeta.
Sou-te grato, minha musa.

Imperativo Sonhar

Imperativo Sonhar

Senta aqui
Posso te falar das coisas bobas
Posso te contar das coisas tolas
Que você inventou pra mim

Vem pra cá
Deixa eu te mostrar o que quero dizer
Deixa eu te encantar com minhas novas mentiras
Que eu não quero apenas você

Deixa tudo e vem
À hora é esta, mesmo sem por que
Mesmo sem querer, há algo ali
Escondido em teu sorriso e quero sorver

Vem me ver
E, quem sabe, voar sem perceber
Se balançar nos meus braços, sonhar
Teu corpo flutuar, meu bem-querer

Sinta meu sonhar
Fantasias diluídas no ar
Fotografias desenhadas em poesia
Sentir um encanto, uma magia...