sexta-feira, 16 de março de 2012

DR’s

DR’s

Você tão cheia das certezas
Nunca parou pra me escutar
Só ouve o que te convêm
Parece não querer me amar

Este teu papo de tristeza
Parece um filme de terror
Meias verdades à mesa
Razão, um espelho que quebrou

Não adianta tentar me culpar
Rasguei a bíblia, envenenei meu amor
Não há vergonha de nada
Não sou o Judas que você beijou

Agora chega toda incriminada
Querendo me dar sermão
Baby, não me explore os ouvidos
Me escute, não sigo sim ou não... (talvez)

Você tão cheia das certezas
Nunca parou pra me escutar
Só ouve o que te convêm
Parece não querer me amar

sábado, 11 de fevereiro de 2012

De Boca em Boca

De Boca em Boca

De boca em boca
Passando a cereja
O tempo não passa
Vem mais cerveja

Num banco da praça
Músicas loucas e cores
Filtramos o álcool
Esquecemos as dores

Sorriso e meias verdades
A noite tão boa
Vamos numa boca-livre
Vivendo à toa

Não me telefona
Não enche meu saco
Encha meu copo
Me sinto um caco

Meia luz de motel
Baby, relaxe, acorde
Baby, não me ame
Apenas, me morde!

De boca a boca
Passando a cereja
O tempo não passa
Vem mais cerveja

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Blues da Aspirina

Blues da Aspirina

Sou um pequeno livro aberto
E tantas páginas arrancadas
De uma vida cheia
De mentiras escancaradas

A verdade é uma sopa
De muitas letrinhas
Se diluindo aos poucos
Sobrando só as entrelinhas

Neste festival incerto
Que o profeta não rogou
O bar é a parada certa
Que a esquina consagrou

E vejo anúncios na TV
Já não ando tão down
O vazio, em mim, tão vago
Já não causa tanto mal

Compradores, piscinas
Fazenda, cinema, jornal
Toda minha tristeza, angústia
Se dilui (se dilui) em crédito especial

sábado, 21 de janeiro de 2012

E, Hoje em Dia, Como é que se Diz “Eu te Amo”?

E, Hoje em Dia, Como é que se Diz “Eu te Amo”?

Compreendo o toque em tua pele
Quando o teu sorriso se esconde
O vento sopra teus cabelos longe
E tua timidez me morde

Eu nem sei por onde começar
“Vamos dançar, meu bem?”
Um sorvete, um papo em particular
“Eu também não tenho ninguém”

Não há mal nenhum em amar
Desde que se faça por inteiro
Cada gesto, uma nova estação
Novas primaveras em teu beijo

O vento sopra longe, muito longe
Todas as preocupações
Deixando nossos corpos firmes
A pernas bambas a tremer

Diga se quer... Se quer querer
Se te cabe um pouco de paixão
Tenho braços largos, bons
Que te cabe meio sem por que

Compreendo a tua indecisão
Os dias parecem tão calmos a sós
Mas as tardes parecem tão vazias
Queria, contigo, preenchê-las de nós

Antes que se perca
Tudo aquilo que decorrei
Que me sinta um bobo
Nunca esqueça que eu te amei

Flashes de um Orgasmos

Flashes de um Orgasmos

Cair na tua cama
Mergulha no teu mundo
Ah, respirar o teu perfume
Ondular nos teus cabelos

O tempo para aos nossos olhos
O espaço é infinito
Não tenho hora pra chegar
Ou mesmo partir

Tudo mais fica tão lento
Teu corpo voando sobre o meu
Teus braços me agarram sutilmente
Sobre mim, o universo para

Prendo a respiração
Tua mão me afaga
O mundo se abre em sonhos
A pulsação não para

Luzes e cores se desmancham no ar
Se lançam ao léu, ao infinito
Tudo é tão claro e o batom
Mancha minha pele

Explodem constelações
Nascem estrelas d’alva
Super-nova, estrela da manhã
E teu abajur se apaga...

Chuva de Estrelas Cadentes (ou Brincadeiras de Amor)

Chuva de Estrelas Cadentes (ou Brincadeiras de Amor)

Vem meu amor
Vem procurar
A mais bela estrela
No céu a piscar

Estrelas cadentes
Cadetes contentes
Moinho de cor
Meu amor, minha flor

Vamos nos molhar no sereno
Grilos, serenatas, frescor
A chuva é tão delicada
Como um breve beija-flor

Caminhar nas nuvens
Quase de algodão
Empinar pipas
Dentro de um nobre coração

Tudo aqui é tão claro
Doce carinho molhado
Beijo, desejo, afago
É tão bom estar apaixonado

Vem meu amor
Vem procurar
A mais bela estrela
No céu a piscar

Estrelas cadentes
Cadetes contentes
Moinho de cor
Meu amor, minha flor

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Duas Semanas

Duas Semanas

Pode parecer muito pouco
Pode parecer eternidade
Quero você, agora, aqui
Livre de qualquer bobagem

Quero me enrolar nos teus pelos
Quero te dizer bom dia
Mesmo com preguiça
Fingir um pouco de alegria

E o tempo não vai passar
A nostalgia, o tédio, harmonia
O tempo não vai correr
Por nós dois, monotonia

São só duas, duas semanas
Quase inverno glacial
Quase o fim do mundo
Terceira guerra mundial

São só duas, duas da manhã
Eu e meu pesadelo
Meu mundo inquieto
Meu mundo modelo

Pode parecer muito pouco
Pode parecer eternidade
Quero você, agora, aqui
Livre de qualquer bobagem