quinta-feira, 21 de março de 2013

Impasses de um Relacionamento Maduro (ou Poesia Tão Longa e Enfadonha quanto o Dia a Dia)


Impasses de um Relacionamento Maduro (ou Poesia Tão Longa e Enfadonha quanto o Dia a Dia)

I

O centro do teu umbigo
O centro do universo
Algumas horas abrigo
Em outras o inverso

É como a chuva lá fora
Às vezes livre aconchego
E em outras horas
O frio é de tira o sossego

Caminhamos na vida
No alcance de nossos passos
Às vezes na mesma medida
Em outras, descompasso

II

O centro do meu umbigo
O centro do universo
Algumas vezes abrigo
Em outras o inverso

É como o sol lá fora
Que vem iluminar
E em outras horas
Só nos lembra de trabalhar

Navegamos nossos dias
Ao sabor dos ventos
Às vezes calmaria
Tempestade em outros momentos

III

O centro, nosso umbigo
O centro, nosso universo
Às vezes inimigos
Outras poesias e versos

domingo, 10 de março de 2013

Versos Antes de Dormir


Versos Antes de Dormir

Ando por aí
Em lugar qualquer
Perdido entre as borboletas
Atrás de um bem-me-quer

Eu sei que o mundo
Não cabe em meu vocabulário
Mas sempre há uma luz nova
Entre as estrelas de um planetário

E onde estarão meus olhos de vidro
Que me faziam enxergar
As coisas, as cores do mundo
Tua boca, teu sorriso e teu olhar

Enfim, fechar os olhos
E me descansar na escuridão
Esquecer a fantasia do dia a dia
Cair nas armadilhas do meu coração

domingo, 27 de janeiro de 2013

Degradê


Degradê

Ao menos sonhar
Mais que tudo
É preciso
Viver

Ao menos amar
Mais que tudo
É preciso
Manter

Ao menos criar
Mais que tudo
É preciso
Regar

Ao menos fingir
Mais que tudo
É preciso
Ser

Ao menos, pelo menos
Mais uma vez, apenas
Deixe-se partir e chegar
Feliz

E o Tempo do Mundo


E o Tempo do Mundo

Eu era pura timidez
Olhares esquivos
Voz sem sentido

Eu era pura fluidez
Movimentos furtivos
Toque contido

Mas, então, veio a alvorada
E o tempo do mundo
E varreu meu antigo eu
Me tornou profundo

Eu era pura solidez
Gestos evasivos
Modos fingidos

Eu era pura rigidez
Fazeres indecisos
Pensar perdido

Mas, então, veio a madrugada
E o tempo do mundo
E varreu meu antigo eu
E agora eu me procuro

Café e Orvalho


Café e Orvalho

O café amargo nos lábios
O orvalho da manhã
O mundo tão parado
E algumas poesias vãs

O dia vem raiando
Espantando toda sombra
Toda sombra de dúvida
De que o dia vai nascer

As nuvens se movem
Pra longe de mim
A lua se esconde além
E a insônia sem fim

Até que ponto benção
Até que ponto maldição
Versar poemas frágeis
No frescor da manhã?

O lençol que não me aquece
A ferida que não dói
O retrato sempre estático
E o sentimento que não foi

Há Quase 10 anos

Há Quase 10 anos

As promessas eram tantas
Mundo que cabia em uma mão
Os mistérios eram claros
E, ainda, tão raros

Cada dia uma nova descoberta
Um novo por do sol
Uma nova lua cheia
E o contraponto de um farol

As ondas se moviam
Cavalgando as rochas
Velhas escadarias
Algumas lendas e fantasias

A descoberta do beijo
O toque quente da pele
O torpor e uns goles
O devaneio de corações moles

Eram raros os dias tristes
Eram ricos os dias felizes
E era o tempo de florescer a pele
E o desfazer de uma bruma leve

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Qual Dor É Passageira?


Qual Dor É Passageira?

Eu não me esqueci
Eu conheço e reconheço meus erros
Eu não vim mentir
Apenas sou chegado ao desapego

Não posso me sacrificar
Em uma culpa tão singular
Perdida ao vento no primeiro
Momento em que vento soprar

Não é questão de opinião
Apenas gosto de mensurar
Aquilo que vale a pena ser sofrido
E aquilo que logo deve passar... (E mudar)

Mágoa, raiva ou rancor
Não é preciso tanta assim
Pra me fazer repensar e pensar
Pra sentir, fingir ou fugir (talvez)

Apenas gosto das horas
Horas de fingir
Horas de fugir
Horas de sentir (o adeus?)

Eu não me esqueci
Eu conheço e reconheço meus erros
Eu não vim mentir
Apenas sou chegado ao desapego