domingo, 10 de janeiro de 2010

Eu Não Sei o Que é Samba

Eu Não Sei o Que é Samba

Já não sei esperar
A saudade não me quer alcançar
Já não sei mais fingir
A mentira foge com medo de mim

Já sei, não é natal
Assim se aproxima carnaval
Já sei, haverá outro dia
Mas se bem que hoje é que poderia (Enfim...)

Se anuncia novo festival
Festejar com alegria
Uma nova velha juventude
Anos sessenta, nostalgia

Já não sei esperar
Saudosismo de fugas e alegrais
Já não sei mais fugir
Agora aceito tudo daqui

Já sei, não é carnaval
Já não há mais folia, tudo banal
Já sei, não haverá outro dia
Tenho apenas este pra lutar, poesia!

Oh não! Oh sim! Então!

Oh não! Oh sim! Então!

Se você duvidar
Te mostro o contrario
Só pra te irritar

Se você aceitar
Me faço perfeito
Pra que possa reclamar

Se você fingir
Me inventarei novos sorrisos
Pra você não fugir

Se você sonhar
Te mostrarei a verdade
Se a verdade faltar

E assim, vai seguindo sim
Em uma nota em descompasso
Em um passo em falso
Em meio diabo anjo querubim (é sim)

Te invento um nota musical
Finjo saber ser um maestro
Finjo te ser correto, corrijo os desafetos
Me vejo inteiro em tuas mãos (oh não, oh sim, então!)

Dorme Serena

Dorme Serena

Dormi moça morena
Dos olhos de açaí
Do corpo de moça pequena
Da boca em tucupi

Deita esses olhos tão doces
Deixa eu te velejar
Cabelos de onda serena
Cabelos de onda de mar

Dormes assim tão bela
Descansa minha sereia
Em meu peito se faz mulher
Tua praia sem areia

Dormi corpinho dourado
Do sol que te enriqueceu
De pele morena macia
De noite que amanheceu

Dormi teu sono, pequena
Que eu já durmo o meu
Sonharemos algumas doçuras
Uma já aconteceu

Voar

Voar

Simplesmente voar
Levitar das folhas secas
O vento que acaricia a flor
O movimento do ar

Simplesmente voar
Se deixando leve
Se deixando levar
Sedo um sorriso breve

Simplesmente voar
Como um pensamento
Uma lembrança
Como um sentimento

Simplesmente voar
Como um sorriso trocado
Um olhar furtivo
Beijos que flutuam a se encontrar

Simplesmente voar
E como vôo estes dias
Breve e leve como pluma
Ultraleve como sonhar

Porquês

Porquês

Por que escrever, afinal? Por que está vontade de expor o que não costumo dizer oralmente? Por que esta busca por palavras que digam um pouco de mim e do que sinto? Por que este desejo contrário de, às vezes, deixá-los em segredo para que alguns não os vejam?

São tantos porquês que comumente não me passam enquanto escrevo, mas hoje, em especial, me vieram estas perguntas enquanto escrevia a “Poesia Inacabada”. Este nome também se remete ao nome do blog que tenho cultivando, quase que diariamente, com poesias, que, sinceramente, questiono-me se são de fato bem escritas ou não. Se realmente alcançam o seu destino, se é que há destino, e se comunica o que deve, se é que é seu dever...

Com alguns amigos compartilho um projeto chamado “Poemas Fingidos”, mas já não sei fingir tão bem ao escrever. Agora, eu escrevo o que vem do que vivi e que vivo, e talvez viva. Vem da ânsia de reviver a cada dia a presença silenciosa de quem já não está ao meu lado, ou de produzir presentes às pessoas que dedico alguns versos e palavras. Poemas Fingidos ou Inacabados agora são parte do meu cotidiano!

Não sei achar respostas para explicar por que escrever, ou por que compartilhar versos, ou por que ansiar um grupo de poesias, apenas sei escrever com carinho e prazer! Escrever basta como resposta?

Poesia Inacabada

Poesia Inacabada

Tudo aqui me lembra você
E mesmo no silêncio
Todos podem ver
Que agora sou teu

Toda letra que escrevo
Todo verso bem rimado
Tudo dedico a ti
Sem querer entregá-los

Escrevo cartas de amor
Extensas e quase sem fim
Escolho palavra por palavra
E nunca envio ao correio

Guardo-as todas para mim
Para o meu silêncio
Fiel companheiro a esperar
Quando iremos nos rever

Escrevo em todos os lugares
Teu nome virou verso continuo
Nas paredes, no papel de pão
Até em minha pele está gravado

Tudo e nada se encontram aqui
Tua presença sem estar
Teu sorriso sem sorrir
O teus lábios...

Tudo permanece em mim
Sem que esteja comigo
Sem que possa dizer meu
Sem que eu possa imaginar o contrario

Fico aqui parado
A esperar de um sim, talvez
De um te quero para sempre
Mesmo sabendo que sempre é demais

Apenas pelo gostinho do gesto
Do abraço, do aperto
Do sorriso, dos cabelos
Do encontro de lábios

Finalmente um verso que faço
E posso dizer que se encontra sem fim
Mas cheio daquilo que ficará pela metade
Que me fará escrever, mas sem entregar

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Vício de Escrever

O Vício de Escrever

É legal ter bons hábitos, porém quando eles viram vícios, pode ser um problema. Será que podemos chamar mesmo de problema o vício da escrita? Não sei dizer ainda, mas me encontro neste estado!

Faz alguns dias que venho me negando a escrever uma nova poessia, não quero escrever poesia este ano, acho que é preciso ter novas inspirações, novos arranjos de palavras, novas rimas, uma nova postura, enfim, um novo, mas me vem aquela constante vontade de escrever.

Para evitar falar uma das muitas frases rimadas vim apenas falar da dificuldade que é tentar se manter em abstinência do ato de escrever, por que faz tão parte da minha vida como acordar cedo e ir de encontro ao mundo, simplesmente víciei. CUIDADO: escrever vícia!!!