Eu Não Sei o Que é Samba
Já não sei esperar
A saudade não me quer alcançar
Já não sei mais fingir
A mentira foge com medo de mim
Já sei, não é natal
Assim se aproxima carnaval
Já sei, haverá outro dia
Mas se bem que hoje é que poderia (Enfim...)
Se anuncia novo festival
Festejar com alegria
Uma nova velha juventude
Anos sessenta, nostalgia
Já não sei esperar
Saudosismo de fugas e alegrais
Já não sei mais fugir
Agora aceito tudo daqui
Já sei, não é carnaval
Já não há mais folia, tudo banal
Já sei, não haverá outro dia
Tenho apenas este pra lutar, poesia!
Por que um pouco de romance sempre cai bem nos momentos de solidão... toda poesia é inacabada por si só e, a cada dia, ela precisa ser reescrita nas vivências diarias!!!
domingo, 10 de janeiro de 2010
Oh não! Oh sim! Então!
Oh não! Oh sim! Então!
Se você duvidar
Te mostro o contrario
Só pra te irritar
Se você aceitar
Me faço perfeito
Pra que possa reclamar
Se você fingir
Me inventarei novos sorrisos
Pra você não fugir
Se você sonhar
Te mostrarei a verdade
Se a verdade faltar
E assim, vai seguindo sim
Em uma nota em descompasso
Em um passo em falso
Em meio diabo anjo querubim (é sim)
Te invento um nota musical
Finjo saber ser um maestro
Finjo te ser correto, corrijo os desafetos
Me vejo inteiro em tuas mãos (oh não, oh sim, então!)
Se você duvidar
Te mostro o contrario
Só pra te irritar
Se você aceitar
Me faço perfeito
Pra que possa reclamar
Se você fingir
Me inventarei novos sorrisos
Pra você não fugir
Se você sonhar
Te mostrarei a verdade
Se a verdade faltar
E assim, vai seguindo sim
Em uma nota em descompasso
Em um passo em falso
Em meio diabo anjo querubim (é sim)
Te invento um nota musical
Finjo saber ser um maestro
Finjo te ser correto, corrijo os desafetos
Me vejo inteiro em tuas mãos (oh não, oh sim, então!)
Dorme Serena
Dorme Serena
Dormi moça morena
Dos olhos de açaí
Do corpo de moça pequena
Da boca em tucupi
Deita esses olhos tão doces
Deixa eu te velejar
Cabelos de onda serena
Cabelos de onda de mar
Dormes assim tão bela
Descansa minha sereia
Em meu peito se faz mulher
Tua praia sem areia
Dormi corpinho dourado
Do sol que te enriqueceu
De pele morena macia
De noite que amanheceu
Dormi teu sono, pequena
Que eu já durmo o meu
Sonharemos algumas doçuras
Uma já aconteceu
Dormi moça morena
Dos olhos de açaí
Do corpo de moça pequena
Da boca em tucupi
Deita esses olhos tão doces
Deixa eu te velejar
Cabelos de onda serena
Cabelos de onda de mar
Dormes assim tão bela
Descansa minha sereia
Em meu peito se faz mulher
Tua praia sem areia
Dormi corpinho dourado
Do sol que te enriqueceu
De pele morena macia
De noite que amanheceu
Dormi teu sono, pequena
Que eu já durmo o meu
Sonharemos algumas doçuras
Uma já aconteceu
Voar
Voar
Simplesmente voar
Levitar das folhas secas
O vento que acaricia a flor
O movimento do ar
Simplesmente voar
Se deixando leve
Se deixando levar
Sedo um sorriso breve
Simplesmente voar
Como um pensamento
Uma lembrança
Como um sentimento
Simplesmente voar
Como um sorriso trocado
Um olhar furtivo
Beijos que flutuam a se encontrar
Simplesmente voar
E como vôo estes dias
Breve e leve como pluma
Ultraleve como sonhar
Simplesmente voar
Levitar das folhas secas
O vento que acaricia a flor
O movimento do ar
Simplesmente voar
Se deixando leve
Se deixando levar
Sedo um sorriso breve
Simplesmente voar
Como um pensamento
Uma lembrança
Como um sentimento
Simplesmente voar
Como um sorriso trocado
Um olhar furtivo
Beijos que flutuam a se encontrar
Simplesmente voar
E como vôo estes dias
Breve e leve como pluma
Ultraleve como sonhar
Porquês
Porquês
Por que escrever, afinal? Por que está vontade de expor o que não costumo dizer oralmente? Por que esta busca por palavras que digam um pouco de mim e do que sinto? Por que este desejo contrário de, às vezes, deixá-los em segredo para que alguns não os vejam?
São tantos porquês que comumente não me passam enquanto escrevo, mas hoje, em especial, me vieram estas perguntas enquanto escrevia a “Poesia Inacabada”. Este nome também se remete ao nome do blog que tenho cultivando, quase que diariamente, com poesias, que, sinceramente, questiono-me se são de fato bem escritas ou não. Se realmente alcançam o seu destino, se é que há destino, e se comunica o que deve, se é que é seu dever...
Com alguns amigos compartilho um projeto chamado “Poemas Fingidos”, mas já não sei fingir tão bem ao escrever. Agora, eu escrevo o que vem do que vivi e que vivo, e talvez viva. Vem da ânsia de reviver a cada dia a presença silenciosa de quem já não está ao meu lado, ou de produzir presentes às pessoas que dedico alguns versos e palavras. Poemas Fingidos ou Inacabados agora são parte do meu cotidiano!
Não sei achar respostas para explicar por que escrever, ou por que compartilhar versos, ou por que ansiar um grupo de poesias, apenas sei escrever com carinho e prazer! Escrever basta como resposta?
Por que escrever, afinal? Por que está vontade de expor o que não costumo dizer oralmente? Por que esta busca por palavras que digam um pouco de mim e do que sinto? Por que este desejo contrário de, às vezes, deixá-los em segredo para que alguns não os vejam?
São tantos porquês que comumente não me passam enquanto escrevo, mas hoje, em especial, me vieram estas perguntas enquanto escrevia a “Poesia Inacabada”. Este nome também se remete ao nome do blog que tenho cultivando, quase que diariamente, com poesias, que, sinceramente, questiono-me se são de fato bem escritas ou não. Se realmente alcançam o seu destino, se é que há destino, e se comunica o que deve, se é que é seu dever...
Com alguns amigos compartilho um projeto chamado “Poemas Fingidos”, mas já não sei fingir tão bem ao escrever. Agora, eu escrevo o que vem do que vivi e que vivo, e talvez viva. Vem da ânsia de reviver a cada dia a presença silenciosa de quem já não está ao meu lado, ou de produzir presentes às pessoas que dedico alguns versos e palavras. Poemas Fingidos ou Inacabados agora são parte do meu cotidiano!
Não sei achar respostas para explicar por que escrever, ou por que compartilhar versos, ou por que ansiar um grupo de poesias, apenas sei escrever com carinho e prazer! Escrever basta como resposta?
Poesia Inacabada
Poesia Inacabada
Tudo aqui me lembra você
E mesmo no silêncio
Todos podem ver
Que agora sou teu
Toda letra que escrevo
Todo verso bem rimado
Tudo dedico a ti
Sem querer entregá-los
Escrevo cartas de amor
Extensas e quase sem fim
Escolho palavra por palavra
E nunca envio ao correio
Guardo-as todas para mim
Para o meu silêncio
Fiel companheiro a esperar
Quando iremos nos rever
Escrevo em todos os lugares
Teu nome virou verso continuo
Nas paredes, no papel de pão
Até em minha pele está gravado
Tudo e nada se encontram aqui
Tua presença sem estar
Teu sorriso sem sorrir
O teus lábios...
Tudo permanece em mim
Sem que esteja comigo
Sem que possa dizer meu
Sem que eu possa imaginar o contrario
Fico aqui parado
A esperar de um sim, talvez
De um te quero para sempre
Mesmo sabendo que sempre é demais
Apenas pelo gostinho do gesto
Do abraço, do aperto
Do sorriso, dos cabelos
Do encontro de lábios
Finalmente um verso que faço
E posso dizer que se encontra sem fim
Mas cheio daquilo que ficará pela metade
Que me fará escrever, mas sem entregar
Tudo aqui me lembra você
E mesmo no silêncio
Todos podem ver
Que agora sou teu
Toda letra que escrevo
Todo verso bem rimado
Tudo dedico a ti
Sem querer entregá-los
Escrevo cartas de amor
Extensas e quase sem fim
Escolho palavra por palavra
E nunca envio ao correio
Guardo-as todas para mim
Para o meu silêncio
Fiel companheiro a esperar
Quando iremos nos rever
Escrevo em todos os lugares
Teu nome virou verso continuo
Nas paredes, no papel de pão
Até em minha pele está gravado
Tudo e nada se encontram aqui
Tua presença sem estar
Teu sorriso sem sorrir
O teus lábios...
Tudo permanece em mim
Sem que esteja comigo
Sem que possa dizer meu
Sem que eu possa imaginar o contrario
Fico aqui parado
A esperar de um sim, talvez
De um te quero para sempre
Mesmo sabendo que sempre é demais
Apenas pelo gostinho do gesto
Do abraço, do aperto
Do sorriso, dos cabelos
Do encontro de lábios
Finalmente um verso que faço
E posso dizer que se encontra sem fim
Mas cheio daquilo que ficará pela metade
Que me fará escrever, mas sem entregar
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O Vício de Escrever
O Vício de Escrever
É legal ter bons hábitos, porém quando eles viram vícios, pode ser um problema. Será que podemos chamar mesmo de problema o vício da escrita? Não sei dizer ainda, mas me encontro neste estado!
Faz alguns dias que venho me negando a escrever uma nova poessia, não quero escrever poesia este ano, acho que é preciso ter novas inspirações, novos arranjos de palavras, novas rimas, uma nova postura, enfim, um novo, mas me vem aquela constante vontade de escrever.
Para evitar falar uma das muitas frases rimadas vim apenas falar da dificuldade que é tentar se manter em abstinência do ato de escrever, por que faz tão parte da minha vida como acordar cedo e ir de encontro ao mundo, simplesmente víciei. CUIDADO: escrever vícia!!!
É legal ter bons hábitos, porém quando eles viram vícios, pode ser um problema. Será que podemos chamar mesmo de problema o vício da escrita? Não sei dizer ainda, mas me encontro neste estado!
Faz alguns dias que venho me negando a escrever uma nova poessia, não quero escrever poesia este ano, acho que é preciso ter novas inspirações, novos arranjos de palavras, novas rimas, uma nova postura, enfim, um novo, mas me vem aquela constante vontade de escrever.
Para evitar falar uma das muitas frases rimadas vim apenas falar da dificuldade que é tentar se manter em abstinência do ato de escrever, por que faz tão parte da minha vida como acordar cedo e ir de encontro ao mundo, simplesmente víciei. CUIDADO: escrever vícia!!!
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