sábado, 12 de março de 2011

Então, qual a emoção de se estar vivo?


Então, qual a emoção de se estar vivo?



Vamos, pare para pensar sobre! Que tal suspender todas nossas pretensões futuras apenas para saborear o estranho momento pessoal de saber que si existi? Como é sentir o ar entrando pelos seus pulmões? Como é sentir o calor/frieza dos corpos a sua volta? Como é sentir a luz e as sombras que se formam a sua volta? Como é sentir o mundo? Como é estar no mundo? Como é ser o mundo?

Então, qual a emoção de se estar vivo?

A Espera de uma Balada

A Espera de uma Balada

Sentado próximo a janela
Vejo a cidade vagar
Seus fazeres, seus deveres
Sem espaço para amar

Tudo virou rotina
Mesmo o sangue em minhas mãos
É sempre mais um inocente
Nos jornais e na televisão

Mas tantos carrosséis
Mas tantos carnavais
E eu aqui dentro, eu mesmo
Em meus solitários festivais

Um vinho e um cigarro
Pra aquecer meu coração
Livros de palavras-cruzadas
Minha vida em contra-mão

E eu não canso de esperar
Uma nova balada
Uma nova balada... musical
Um bem brega, apaixonada!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cotidianos

Cotidianos

Rabisco meu rosto sem querer
Procurando palavras em meu apartamento
Vou versando o silêncio
Vou preenchendo o vazio de viver

A insônia, a esta hora da manhã
Me convida à brincar
Rimando palavras vãs
Que cansei de procurar

Uma xícara, o café
Um espaço pra nós dois
Um infinito sem muita fé
O romance sempre fica pra depois

E assim se segue a melodia
Que de perde na semana
E assim em tom de melancolia
Eu adormeço em minha cama

Mas sem espaço para tristeza
Apenas o prazer me amansa
Por apreciar a tua beleza
Em teu sono bobo de criança

Amor Rêtro (Não Sou de Ninguém)

Amor Rêtro (Não Sou de Ninguém)

Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que cubra meus medos

E se você procurar por mim
Descubra por si mesmo
Não aceite mentiras
Sou bem mais, segredos

Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que descubra meus medos

E se você encontrar alguém
Que não seja eu mesmo
Não te dedicarei poesias
Que só satisfazem meus dedos

Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
Que dedique meus medos

E se você se apaixonar
Me esconderei por aí
Não te farei mulher, menina
Só para me distrair

Eu não sou de ninguém
A não ser de mim mesmo
Eu não tenho um alguém
De quem esconda meus medos

sábado, 4 de dezembro de 2010

Desejos Secretos

Desejos Secretos

Quero sussurrar palavras bonitas
Enquanto te abraço, querida
Te arrepiar e avermelhar o rosto
Quando te morder sem te deixar ferida

Quero te embalar no meu corpo
Te apertar daquele jeito macio
Suspirar bem perto do teu rosto
Te amar como ninguém viu

Quero que esqueça que horas são da madrugada
Que seja inteira: agora e aqui
Quero que me ame, minha namorada
Quero que me queira assim

E enquanto nossos corpos se enroscam
Quero te desejar amor profundo
Eterno, sem preço e sem rumo
Sem limites que caibam a este mundo

E por fim, que nasçam sorrisos
Que venham de mim e de ti
Que embalem nossos sonhos
Que sejam cantigas de ninar, que nos façam dormir

Verso Infantil

Verso Infantil

Eu queria ter um verso pronto
Dos mais bobos e decorativos
Para te recitar em um dia de domingo
Para te roubar um beijo e ser teu abrigo

Eu queria encontrar um belo jardim
Te roubar umas flores e sorrir
Quem sabe, eu roube teu coração
Em retorno, eu entregue o meu, então

Eu bem que não quis me apaixonar
Mas eu fui sonhando tanto
É, eu fui me apegando
Agora, não posso mais te largar

Quem sabe eu escreva nossos nomes
Em um banco de praça, em uma árvore
Quem sabe com os nomes de nossos filhos
Que ainda não os compartilho

Gosto desta nossa brincadeira de amar
Gosto mesmo de sonhar contigo
Gosto do jeito do teu sorriso
Gosto da idéia de tu continuar comigo

Eu já nem sei o que escrever
Nem quero parar pra ler
Tantos versos bobos e ridículos
Como todo Amor é em seus discípulos

Confissões ao Travesseiro

Confissões ao Travesseiro

Querido travesseiro
Que tanto venho me confessar
Que carrega minhas angustias
Que carregar os meus sonhar

Por que esta menina me encanta?
Por que ela vem me encantar?
São perguntas tantas
E eu não consigo explicar

Seria uma fada, um anjo?
Quem sabe um delírio, o luar
Talvez acalme meu pranto
Meu cotidiano penar

Mas por que ela vem em meus sonhos?
Porque toda manhã, não quero despertar?
Ela deve ser um anjo
Ela me quer ao paraíso levar

Ó meu confesso travesseiro
Por que ela me trata assim?
Tão fugaz, um breve sonho
Será que ela também sonha por mim?